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A dupla Mesquita e Salvador

António Salvador! Não estamos esquecidos.

Quem não se lembra das declarações de Francisco Figueiredo, do Sindicato da Hotelaria do Norte: “António Salvador tem dinheiro para comprar passes de jogadores e técnicos, e ainda pagar salários milionários, enquanto os trabalhadores do Bingo continuam com salários em atraso. Isso é discriminação. Tentam vergar os trabalhadores pela fome. Não têm sensibilidade social. Fazem uma espécie de terrorismo psicológico“. Estranho a nossa imprensa, sempre “tão atenta” em procurar grandes caixas mesmo que truncadas, retiradas de contexto, ou mesmo inventadas para que se venda mais papel e esquecem-se disto? O BENFICA POWER não.

Também não nos esquecemos que ao contrário da maioria dos Clubes que construiram os seus novos Estádios com o seu dinheiro a Câmara Municipal de Braga pagou a construção de um novo estádio de futebol e entregou-o ao Sporting Clube de Braga; as empresas responsáveis pela construção do estádio foram as do costume, agrupadas na ASSOC.

E quem já se esqueceu que a Câmara autorizou a direcção da SAD do Braga, onde pontificam distintos membros da “equipa do betão”, vendesse o nome do estádio municipal à companhia de seguros AXA sendo evidente a forma como se fecha este triângulo vicioso, “Empresários do Betão”, SAD do Braga e Mesquita Machado – Câmara Municipal de Braga. Este caso é apenas um de entre muitos, provando que se fala no triângulo autarquias / empreiteiros / futebol não se está perante qualquer abstracção ou simples maledicência, mas sim perante factos na fronteira da ilegalidade que, não tendo sido ainda provada no caso de Braga, certamente será, no mínimo, política e éticamente condenável.

E que dizer sobre esta Câmara e sobre a veracidade dos rumores que correm na cidade, referindo que o seguro dos veículos camarários foi recentemente transferido para a AXA?

Lembro que a seguradora AXA assinou um contrato de publicidade com o Sporting de Braga, no valor de quase quatro milhões de euros. O contrato inclui-o, pela primeira vez em Portugal, a venda do nome do estádio. Tudo estaria bem, se o estádio não se chamasse precisamente “Estádio Municipal de Braga” e se o principal responsável da autarquia (e fervoroso adepto do clube) não aparecesse na cerimónia do contrato a dar uma ajuda ao seu clube à custa do interesse público. Pois é? Recodam-se do triângulo Autarquia de Gaia – Empreiteiros – porto e a oferta do centro de estágio? Pois…

Afinal meu caro Mesquita Machado, anda-se a chorar-de quê? Anda a pressionar árbitros para quê? Andamos aqui a ver passar os electricos? Vivemos no mundo encantado do Peter Pan ou da Alice? Para além dos podres aqui descritos, existisse verdade desportiva e a sua Equipa estaria com menos 15 pontos.


Querem prova maior que para Mesquita e Salvador o que interessa é que a politica esteja ao serviço do futebol e o futebol ao serviço da politica? Certamente que não. Mas como é óbvio voltaremos a este tema porque muito ainda existe para falar deste clube.

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Pedro Proença. Para lembrar a frase: «É O QUE A GENTE COMBINOU»

Ao ler as declarações de ontem de Proença,  de imediato a palavra “QUEM” fez tocar bem alto e com estrondo o sino. “Quem...” ? “Quem” não é nada !!! Quem diz “quem” sabe ! Quem não diz o que “sabe” ou lhe é indiferente ou terá medo porque estará incluído no “quem”?

Já ninguém ou poucos ligam ao facto de caso após caso toda esta gente implicada no Apito Dourado ter passado impune à justiça, uns por pretensos buracos na lei terem sido aproveitados por ratos de Direito outros por Juízes que condenaram “uma escuta” ao Gondomar e não consideraram dezenas delas a Pinto da Costa.

Mas, creio que ainda mais gente se esquece que Pedro Proença foi mencionado no processo do Apito Dourado. Esquecidos. Nós recordamos, o que uma vez mais se encontra nas gravações:

Na véspera do encontro que decidiria a Supertaça da época de 2003-2004, o presidente do FC Porto preocupava-se em saber quem seria o árbitro que iria dirigir o confronto que poria frente a frente FC Porto e União de Leiria. Assim sendo, nada como obter informações junto de Pinto de Sousa, o presidente do Conselho de Arbitragem.

A frase que saíu? Significativa:

«É O QUE A GENTE COMBINOU»

Na véspera do encontro que decidiria a Supertaça da época de 2003-2004, o presidente do FC Porto preocupava-se em saber quem seria o árbitro que iria dirigir o confronto que poria frente a frente FC Porto e União de Leiria. Assim sendo, nada como obter informações junto de Pinto de Sousa, o presidente do Conselho de Arbitragem.

Mais uma escuta descoberta entre Pintos – o da Costa e o Sousa:

Conversa interceptada entre Pinto da Costa e Pinto de Sousa no dia 30 de Junho de 2003…

…basta esta passagem… Pinto de Sousa para Pinto da Costa:

Pinto de Sousa: – “É…mas vou devagarito, pá, calmamente…vou falar com o Pedro Proença!”

Pinto da Costa: – “Vais?”

Pinto de Sousa: – “…grande jogo em Guimarãe, pá! Vai fazer um grande jogo!”

Pinto da Costa:- “Com recado para não expulsar ninguém”

Pinto de Sousa:- “Eh! Eh! Eh!”

…Nove dias mais tarde, no estádio Municipal de Guimarães, Pedro Proença seria de facto o árbitro da Supertaça. O Porto venceria por 1-0, golo de Costinha aos 55 minutos…

A imprensa unanimente destacou que o único golo da partida Costinha saltou com o guarda redes leiriense tendo este sido nitidamente impedido de chegar à bola pelo jogador portista…

Expulsões…De um jogador adversário.. e assim os Pintos puderam dormir descansados.

Afinal, o termo “quem” em tudo idêntico ao habitual “ah e tal foram eles…” de quem nem fala nem está calado antes pelo contrário, tem nomes associados, certo? Sim, a pergunta é retórica. Afinal, Pedro Proença, como ficamos, o seu nome surgindo no diálogo e com as conclusões óbvias, servem para poder identificar os nomes? Ou ficamos pelos bois?

Não, como é óbvio não nos esquecemos, nem nos iremos esquecer !