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O Fair Play Financeiro da UEFA é uma treta

O Fair Play Financeiro da UEFA é uma treta, e será bom que o SL Benfica não ignore o que se está a passar na Europa do Futebol.

Tome-se o Chelsea com a  Gazprom  de Abramovich prontos a ter mais um parceiro ligado às  novas energias (sim faz parte do mesmo Grupo da Gazprom).O Inter de Milão vendeu uma participação do clube a investidores chineses. O Manchester City, ou melhor, o ex Manchester City, agora deve-se chamar Manchester City Bank, já tem mais um contrato de patrocínio com a Etihad .

Muitos dos principais clubes da Europa já estão a mexer, e a procurar formas  e maneiras de contornar o pretendido Fair Play financeiro da UEFA através dos seus regulamentos na (FFP)

O que é a FFP, de forma simplista é um regulamento que tem como lema o Fair Play Financeiro nos Clubes Europeus. O que a UEFA quiz fazer ou quer fazer é fácil de entender; Como orgão máximo do Futebol Europeu quer nivelar os orçamentos e evitar que os mais ricos fiquem ainda mais ricos e que os mais pobres fiquem mais pobres.

Foi por isso que introduziu a FFP, com a intenção  de regular as dívidas dos clubes e controlar investimentos pessoais feitos por proprietários bilionários.

Basicamente, as regras dizem que os clubes que acumulem perdas iguais ou superiores a € 50 milhões num período de três anos, ficam sujeitos a pesadas sanções, incluindo a exclusão da competição principal da Liga dos Campeões.

A primeira avaliação terá lugar após a temporada de 2013-2014, e os clubes já estão a ser auditados nas suas receitas e despesas.

Mas, e não, não é coincidência, não é por acaso que muitos Clubes estejam já a procurar encontrar buracos nas leis antes do términus dessa temporada. Ao longo das duas últimas , além dos casos que acima mencionei vimos um Barcelona a assinar o seu primeiro contrato de patrocínio para as suas camisolas. Vemos um Manchester United à procura de levantar centenas de milhões de dólares de uma oferta de acções dos EUA, e até mesmo o AC Milan através do seu presidente Silvio Berlusconi a explorar opções de investimento russo através do seu bom amigo Vladimir Putin.

O que vai ser interessante de ver, será a forma como as equipas irão usar a engenharia financeira (ou melhor a esquivarem-se da lei, porém sem a infringirem).É óbvio que irão encontram uma maneira de viver acima das regras impostas, ou pelo menos encontrar uma maneira de as contornar.

Quanto ao Paris Saint-Germain a questão é – O que é que aqui se passa? Se se levar em conta quanto dinheiro os proprietários do Qatar estão a gastar no clube francês é por demais evidente que não estão a cumprir as regras da FFP. O que estão então a fazer?

Acima de tudo, o PSG já está a aproveitar ao máximo o facto de seu presidente Nasser Al-Khelaifi ser também o proprietário do canal de TV Al Jazeera. A rede de Televisão do Médio Oriente pagou uma fortuna para os direitos de transmissão franceses da 1ª Liga, e uma grande parte desse dinheiro vai para os Parisienses.

Anda tudo a dormir? Será que os clubes de futebol estão conformidade com as regras da FFP e a ter o tal Fair Play financeiro? A resposta é óbvia, não estão.

Acrescento ainda que não deverá faltar muito para que o PSG assine um contracto  sobre os direitos de Naming para o seu estádio, possivelmente  e muito mais que uma simples suposição minha, será concerteza com alguma uma empresa com sede no Qatar. E não ficará por aqui. Irá concerteza obter mais alguns parceiros comerciais para aumentar a sua receita anual. Porque essa será única forma de equilibrar as suas contas, depois de passar os € 160 milhões durante a janela de transferências actual, ultrapassando assim as tais regras da UEFA.

Então, e qual é a moral da história? Acredito que a FFP pode ter algum efeito sobre o futebol europeu no futuro, e pode ajudar em algumas áreas do jogo, mas não há nenhuma maneira que ele aguente o ataque destas investidas árabes, chinesas e russas se não alterar as regras.

Basicamente os clubes grandes são como marcas de topo e irão sempre encontrar uma maneira de ganhar dinheiro. Se é por um acordo de patrocínio ou uma peregrinação de pré-época à China ou à arábia ou mesmo por investimento feito por novos parceiros, as opções estão aí para serem exploradas.

Eis algo que não vejo discutido nos nossos orgãos de comunicação social. Eis algo que espero que o SL Benfica se antecipe a todos no que está para vir neste mar de petróleo, gaz natural e dos Media.

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