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Tapar o sol com a peneira…!

Hoje é dia de Champions, é uma verdade, mas mesmo assim não devemos deixar arrefecer certos e determinados acontecimentos do passado fim-de-semana e que após os comentadores aziados das camisolas às ricas azuis e verdes os terem analisado, mais destaque merecem! Analisemos apenas dois:

Primeiro e como já esperávamos o lance entre o Javi Garcia e o Lima que todas as personagens “dragartos” berraram ser penalti…, e nem mesmo com as repetições todas ao milésimo de segundo, houve uma alminha que tivesse o bom senso de dizer (e se houve alguém a dizê-lo peço desde já desculpa, mas eu não ouvi…), que a ser falta, esta começa fora da área, como as fotos bem elucidam, e logicamente a ser, seria falta à entrada da área! E se estiver errado, corrijam-me! Ou um jogador que supostamente é empurrado junto à bandeirola de canto, e vai aos solavancos até cair dentro da grande área, é penalti…?

No entanto se o Javi Garcia vestisse um equipamento de uma outra cor, que nós sabemos qual, colocariam logo a hipótese da “intensidade da força”, como tantas vezes o fazem, e se ao contrário invertêssemos os papéis e o Lima fosse o Cardozo, por exemplo, este teria sentido a mão do adversário e aproveitou para se atirar para o chão! Como vemos não é uma questão de ser fora ou dentro da grande área, muito menos sobre a intensidade da força! Trata-se sim se o lance analisado é a favor ou contra o BENFICA! Mais nada…, e daí dão-lhe a interpretação que eles bem (mal) entendem!

Agora voltando à questão dos cartões amarelos e vermelhos! À questão das entradas duras e com o objectivo de lesionar a sério os adversários, como foi aquela do Aimar que lhe valeu um vermelho directo e dois jogos de suspensão (e estou a ironizar…), que dizer desta entrada de Sap(o)naru sobre um jogador do Olhanense aos 25 minutos de jogo, e que foi sancionada com um cartão…., exactamente! Amarelo! Meus amigos…, vermelho era pouco! Vermelho porque não existe outra cor que penalize mais! Porque esta entrada é uma entrada assassina, uma entrada que pode lesionar seriamente um jogador por umas longas semanas!

Mas com estes tudo é normal, e amanhã já ninguém se lembra! Mas nós estamos cá para mostrar, registar, lembrar e não deixar esquecer estas vergonhas e critérios cada vez mais díspares, quando se trata de julgar e sancionar os jogadores e tudo o que tenha a ver com a maior frutaria do futebol mundial!!!

O que não deixa de ser estranho…, lá isso não!

Que praticamente todos os guarda-redes se tornam autênticos elásticos quando jogam contra o BENFICA, já nós sabemos! Que o mesmo não se passa quando jogam com os outros ditos “grandes”, também o sabemos! Agora ontem ao ver os resumos dos jogos e depois de ver e rever mais ao pormenor o resumo do Feirense-Braga, e sem querer estar aqui a querer arranjar teorias da conspiração, houve uma série de “pormenores” que não me passaram despercebidas. Mas não me vou alongar muito em cada uma delas…, analisem vocês…

1º Golo do Braga – Desentendimento entre o defesa e o guarda-redes do Feirense.

2º Golo do Braga (e para mim o que me chamou mais a atenção, min 0:48) – Alguém me explica que perceba de futebol que abordagem ao lance é aquela do guarda-redes do Feirense, Paulo Lopes, que todos nós sabemos o excelente guarda-redes que é? Se me conseguirem explicar, agradeço! Impressão minha ou ele limitou-se a desviar-se do caminho da bola?

3º Golo do Braga – A vontade com que os defesas do Feirense se fazem ao lance é gritante…!

4º Golo do Braga – Grande golo de Hugo Viana de livre directo!…, mas se o Paulo Lopes tivesse saltado, talvez a tivesse defendido, não?…, digo eu…

Analisem e digam de vossa justiça…, não ande eu já a ver fantasmas em todo o lado! E não só de apito na boca…! Talvez sejam mesmo só coincidências!

Benfica – Beira-Mar, 3-1: Cardozo, o goleador implacável

23ª Jornada 16-03-2012

Benfica 3 – Beira-Mar – 1

Figura: Cardozo E vão 18 golos (e ainda três assistências) e o regresso ao topo dos melhores marcadores da Liga, à frente de Lima (Sp. Braga), que tem 17. Com dois golos e outro oferecido a Gaitán, Cardozo assumiu um papel fundamental no desfecho desta jornada, que começou difícil e terminou fácil. Foi só abrir a primeira porta e quem melhor que o paraguaio para o fazer. Foi aos 26 minutos, com Cardozo a descobrir espaço na área aveirense para abrir caminho à vitória do Benfica, após excelente cruzamento de Witsel.

Ainda antes do intervalo, serviu Gaitán para o segundo, após bom trabalho à entrada da área.

No arranque da segunda parte, novamente Cardozo a brilhar na área, desta feita na resposta a uma assistência de calcanhar de Nelson Oliveira.

 

Tentou ajudar o companheiro da frente a marcar também e esteve perto do hat-trick (74m), quando atirou a centímetros do poste. Momento: 2-0 Um golo de vantagem frente a um adversário como o Beira Mar, que não tinha nada a perder na Luz, pelo contrário, tudo a ganhar, não servia as contas do Benfica, impedido de perder pontos, sobretudo depois de o FC Porto ter ganho na Choupana. A um minuto do intervalo, Gaitán bateu Rui Rego para o segundo golo dos encarnados, o tónico que o Benfica precisava para garantir uma vitória fácil. Outros destaques Gaitán Segundo jogo consecutivo de Gaitán a marcar, terceiro golo no campeonato, exibição coerente com os objetivos do Benfica, sem ser espetacular, tal como aconteceu com o resto da equipa. Mas solidez q.b. para esperar o melhor daqui para a frente, com a regularidade revelada nos últimos jogos. Sobretudo na primeira parte, participou em todas as jogadas de perigo, concluindo a última desse período aos 44 minutos. Nelson Oliveira Estreia a titular no campeonato do jovem avançado português (Já o tinha sido nas Taça de Portugal e da Liga), marcada pela impetuosidade, por alguma inexperiência e desacerto no remate, mas com direito a uma assistência fantástica de calcanhar para o terceiro golo da equipa, o segundo de Cardozo.

Tentou, como sempre, resolver depressa, revelou-se, como sempre, pouco altruísta, mas aos 20 anos e qualidade técnica acima da média tem tempo para continuar a crescer. Saiu aos 75 minutos para a entrada de Rodrigo e não lhe faltaram aplausos. Witsel Rendeu Maxi Pereira na ala direita, não lhe é uma posição natural, mas também não comprometeu. Destacou-se a defender logo nos minutos iniciais, com um fantástico corte a impedir o remate de Dias, mas foi nas subidas pelo seu corredor que mais brilhou, como aconteceu no golo inaugural, com o cruzamento para Cardozo. Artur (Beira Mar) A exibição do capitão dos aveirenses, que é também o jogador mais utilizado e mais concretizador da equipa, foi um reflexo da estratégia do Beira Mar, com várias adaptações de início, face às inúmeras baixas no plantel. Esteve muito sozinho na frente, quando podia ter sido mais útil à equipa se tivesse jogado no seu lugar habitual, até porque Cássio estava no banco.