Tagged: Fernando Couto

Viva O R.O.S.M.E.N.G.A!! Hoje joga o Rosmenga!

É hoje o dia. É dia do regresso da I Liga à Catedral do Futebol em Portugal. É o dia em que o  Freitas Lobo vai voltar! Não CAIBO em mim de contente!!! Vai voltar… MAS LONGE  DO ESTÁDIO DA LUZ !!! O Freitas Lobo que volte a dissertar sobre táctica. O hexágono, o losango, o pepino o olhar de peixe, as entre linhas, etc… É só escolher… Enfim, vai regressar a qualidade do nosso futebol… MAS LONGE, bem longe porque na Catedral apenas entra a BenficaTV. 

Não tarda eis o que vai entrar em casa de quem mantém a Sporttv…

O silêncio em casa é quebrado pelo intervalo que passa na televisão. Entre os anúncios «Blanca, muito para além da lixívia», «Prolongue a vida da sua máquina, com Calgon» e «Actimel com bifidus activos» – que as idosas iletradas fazem questão de dizer que são iogurtes com «bifes activos» e que por isso é que alimentam muito -, ouve-se uma voz grave com uma boa rockalhada de fundo a anúnciar futebol. 

«Hoje, às 20H45, temos… Graaande Jogo!»

[Rockalhada poderosa de fundo, género clip de Nascar da Eurosport, com imagens dos «coxos» das duas equipas a fazerem fintas e com grandes planos dos rostos em sofrimento dos atletas «na raça» a cortar um lançe aos adversários, também eles «coxos»] E o apresentador, empolgado, continua: 

«Mesmo com Zé Tó e Sabugo lesionados, o Rosmenga luta por um lugar entre os três primeiros da classificação e está moralizado com a vitória frente ao Cucujães em casa. Mas o Ramaldense também tem os seus argumentos! 

O Ramaldense está tranquilo na tabela classificativa mas joga em casa e tem a sua claque – a Torcida Ramalde – a apoiar.»

Em fundo ouve-se…E quem não salta não é ramalde olé, olé; e quem não salta não é ramalde olé, olé …

O apresentador, empolgado, continua:

Desportivo Ramaldense – Sport Industrial Rosmenga. Graaande Jogo. A não perder. Hoje. Às 20h45. No seu canal. Graaande Jogo»

Apreciador de futebol que é apreciador de futebol nunca perde um bom jogo da Liga Portuguesa. Nunca perde um bom Rosmenga – Ramaldense, sobretudo se der na televisão do Quim Oliveira e para mais com colossos desta estirpe que, qualquer dia, ainda vão à Liga dos Campeões. 

O campeonato português apresenta este elevado nível de competitividade e é por isso que as mais diversas equipas de Futebol da 1ª Liga – mas é que são mesmo muito diversas – são tão reconhecidas e respeitadas no estrangeiro.

É tudo uma questão de cultura táctica.

a) Os ingleses são conhecidos pelo seu futebol flanqueado, jogado em toda a amplitude do terreno, como diria o Mestre Rui Santos, estruturado num esquema-tipo 4-4-2.

b) Os italianos são conhecidos pelo seu 5-3-2 que se transforma num 3-5-2 em contra-ataque e pelo futebol físico, como diria o Mestre Gabriel

c) Os brasileiros são conhecidos pelo elevado nível de elaboração técnica do seu futebol – como diria o Mestre Gabriel – …

d) Os nórdicos são conhecidos pelo futebol aéreo, directo e prático – como diria o … vocês sabem,… num esquema-tipo 4-5-1

«… e então e as equipas portuguesas?»,

Portugal orgulha-se de ser o único país da zona UEFA – a par da Albânia – em que a maioria das suas equipas dos campeonatos profissionais usam o esquema 8-2 (oito defesas, dois trincos). Claro que estas equipas não são tão defensivas assim. Por vezes até se desdobram num esquema 7-3 ou mesmo, muito raramente porque esta é demasiado ofensiva, num 6-4.

É a chamada Táctica Rosmenga. «E o que é em termos práticos o futebol estilo Rosmenga?» Fomos a uma Enciclopédia de Futebol investigar.

O esquema táctico R.O.S.M.E.N.G.A .designa a Retirada Obstinada, Sofrida e Manda-pá-frente-que-é-distrital do Esférico para Neutralizar o Golo e Ataques. Começou por um esquema 9-1 mas registou significativas evoluções ao longo de todo o século XX, já se praticando com frequência o 8-2 (leia-se oito defesas, dois trincos). , o 8-1-1, ou mesmo o 7-3.

Característico deste meritório estilo futebolístico são

1. Em situação defensiva:

a) as entradas por trás a pés juntos
b) as obstruções – que devem designar-se antes por placagens
c) as entradas por trás a pés juntos
d) rebolar 37 vezes depois de o guarda-redes interceptar um centro ou remate adversário, sempre com o cuidado para não sair da àrea
e) rebolar 37 vezes depois de sofrer uma falta inexistente
f) as entradas por trás a pés juntos
g) queimar tempo desde o inicio do jogo porque o 0-0 é sempre um bom resultado

2. Em situação ofensiva

a) [dados inexistentes e indisponíveis] …

Esquema 1-8-2: a Equipa Ideal

SW – Mangala
DC – Otamendi
DC – Fucile
DC – Paulinho Santos (Reforço para esta época)
DC – Fernando Couto (Transita dos Júniores)
DC – Bruno Alves (Reforço para esta época)
DCD – Josué
DCE – Costinha (transita igualmente dos Júniores)

MD– Rinaudo
MD – Defour

GR Helton [Que é o responsável pelos remates à baliza adversária]

Equipa Técnica
TREINADOR
 – Sorteio em curso, quem aparecer primero nas instalações, treinará a Equipa.

Lema da equipa:
 Não marcas um penalty à segunda tentativa, aguarda pela terceira.

Estádio: Municipal Contumil

Como vêm, o 4-4-2 e mesmo o 4-3-3 são sistema ultrapassados. Portugal e a maioria das suas equipas estão na vanguarda. Não sigamos pois exemplos como os de uma equipa praticamente desconhecida do norte que se chama Futebol Clube do Porto que é a vergonha nacional.

Mantenhamos vivas as tradições! Mantenhamos acesa a chama e a mística do R.O.S.M.E.N.G.A!!

 

Socorro ! Tirem-me o Benfica deste filme.

É quase dia. É quase dia do regresso da I Liga. O  Freitas Lobo vai voltar! Não “CAIBO” em mim de contente!!!

Vão chegar de novo! As dissertações sobre táctica. O hexágono, losango, o pepino o olhar de peixe, as entre linhas, etc… É só escolher… Enfim, vai regressar a qualidade do nosso futebol.

Não tarda eis o que nos vai entrar em casa…

O silêncio em casa é quebrado pelo intervalo que passa na televisão. Entre os anúncios «Blanca, muito para além da lixívia», «Prolongue a vida da sua máquina, com Calgon» e «Actimel com bifidus activos» – que as idosas iletradas fazem questão de dizer que são iogurtes com «bifes activos» e que por isso é que alimentam muito -, ouve-se uma voz grave com uma boa rockalhada de fundo a anúnciar futebol. 

«Hoje, às 20H45, temos… Graaande Jogo!»

[Rockalhada poderosa de fundo, género clip de Nascar da Eurosport, com imagens dos «coxos» das duas equipas a fazerem fintas e com grandes planos dos rostos em sofrimento dos atletas «na raça» a cortar um lançe aos adversários, também eles «coxos»] E o apresentador, empolgado, continua: 

«Mesmo com Zé Tó e Sabugo lesionados, o Rosmenga luta por um lugar entre os três primeiros da classificação e está moralizado com a vitória frente ao Cucujães em casa. Mas o Ramaldense também tem os seus argumentos! 

O Ramaldense está tranquilo na tabela classificativa mas joga em casa e tem a sua claque – a Torcida Ramalde – a apoiar.»

Em fundo ouve-se…E quem não salta não é ramalde olé, olé; e quem não salta não é ramalde olé, olé …

O apresentador, empolgado, continua:

Desportivo Ramaldense – Sport Industrial Rosmenga. Graaande Jogo. A não perder. Hoje. Às 20h45. No seu canal. Graaande Jogo»

Apreciador de futebol que é apreciador de futebol nunca perde um bom jogo da Liga Portuguesa. Nunca perde um bom Rosmenga – Ramaldense, sobretudo se der na televisão e para mais com colossos desta estirpe que, qualquer dia, ainda vão à Liga dos Campeões. 

O campeonato português apresenta este elevado nível de competitividade e é por isso que as mais diversas equipas de Futebol da 1ª Liga – mas é que são mesmo muito diversas – são tão reconhecidas no estrangeiro.

É tudo uma questão de cultura táctica.

a) Os ingleses são conhecidos pelo seu futebol flanqueado, jogado em toda a amplitude do terreno, como diria o Mestre Rui Santos, estruturado num esquema-tipo 4-4-2.

b) Os italianos são conhecidos pelo seu 5-3-2 que se transforma num 3-5-2 em contra-ataque e pelo futebol físico, como diria o Mestre Gabriel

c) Os brasileiros são conhecidos pelo elevado nível de elaboração técnica do seu futebol – como diria o Mestre Gabriel – ,…

d) Os nórdicos são conhecidos pelo futebol aéreo, directo e prático – como diria o … vocês sabem,… num esquema-tipo 4-5-1

«… e então e as equipas portuguesas?»,

Portugal orgulha-se de ser o único país da zona UEFA – a par da Albânia – em que a maioria das suas equipas dos campeonatos profissionais usam o esquema 8-2 (oito defesas, dois trincos). Claro que estas equipas não são tão defensivas assim. Por vezes até se desdobram num esquema 7-3 ou mesmo, muito raramete porque esta é demasiado ofensiva, num 6-4.

É a chamada Táctica Rosmenga. «E o que é em termos práticos o futebol estilo Rosmenga?» Fomos a uma Enciclopédia de Futebol investigar.

O esquema táctico R.O.S.M.E.N.G.A .designa a Retirada Obstinada, Sofrida e Manda-pá-frente-que-é-distrital do Esférico para Neutralizar o Golo e Ataques. Começou por um esquema 9-1 mas registou significativas evoluções ao longo de todo o século XX, já se praticando com frequência o 8-2 (leia-se oito defesas, dois trincos). , o 8-1-1, ou mesmo o 7-3.

Característico deste meritório estilo futebolístico são

1. Em situação defensiva:

a) as entradas por trás a pés juntos
b) as obstruções – que devem designar-se antes por placagens
c) as entradas por trás a pés juntos
d) rebolar 37 vezes depois de o guarda-redes interceptar um centro ou remate adversário, sempre com o cuidado para não sair da àrea
e) rebolar 37 vezes depois de sofrer uma falta inexistente
f) as entradas por trás a pés juntos
g) queimar tempo desde o inicio do jogo porque o 0-0 é sempre um bom resultado

2. Em situação ofensiva

a) [dados inexistentes e indisponíveis] …

Esquema 1-8-2: a Equipa Ideal

SW – Douglão
DC – Otamendi
DC – Khalid Boulahrouz
DC – Paulinho Santos (Reforço para esta época)
DC – Fernando Couto (Transita dos Júniores)
DC – Bruno Alves (Reforço para esta época)
DCD – Ruben Micael
DCE – Danijel Pranjic

MD– Rinaudo
MD – Defour

GR Helton [Que é o responsável pelos remates à baliza adversária]

TEquipa Técnica
TREINADOR
 -Jaime Pacheco
ADJUNTOS – Sá Pinto e Vítor Pereira

Lema da equipa: Break a leg

Estádio: Municipal Avelino Ferreira Torres

Como vêm, o 4-4-2 e mesmo o 4-3-3 são sistema ultrapassados. Portugal e a maioria das suas equipas estão na vanguarda. Não sigamos pois exemplos como os de uma equipa praticamente desconhecida do norte que se chama Futebol Clube do Porto que é a vergonha nacional.

Vejam lá que jogaram contra uma Académica e só (!) conseguiram uma vitória tangencial – atencão: só! – quase aos aos 90 minutos. Assim não dá; assim, meus amigos, é uma verdadeira vergonha – um verdadeiro escândalo – para a tradição do futebol português e para a preservação da cultura táctica do sistema 1-8-2.

Mantenhamos vivas as tradições! Mantenhamos acesa a chama e a mística do R.O.S.M.E.N.G.A!!

Socorro, tirem-me o Benfica deste Filme!!!!

Mas afinal de que têm medo os adeptos do Porto?

Mas afinal de que têm medo os adeptos do Porto?

As escutas existem? Sim!  Mas podem ser usadas? Não! Mas nas escutas não é claro o ilícito corrupto activo e passivo? Sim! Então os intervenientes vão ser condenados? Não!

Não querendo enaltecer em excesso o verdadeiro prodígio que são as minhas reminiscências, mas a verdade é que compreendi tudo sobre o futebol português no dia 21 de Setembro de 1994. Disputavam-se os últimos cinco minutos da segunda mão da final da Supertaça, no Estádio das Antas. Quem marcasse, ganhava. E o Benfica marcou. Custou um bocadinho, mas marcou. Lembro-me como se fosse hoje: Carlos Secretário, um especialista a fazer assistências para os adversários, isola de forma brilhante César Brito. César Brito remata para excelente defesa com as mãos de Baía, que se encontra dois metros fora da grande área. O árbitro, Donato Ramos, mira inexoravelmente a lei que se aplica em jogos no Estádio das Antas e manda seguir. Por sorte, a bola sobra para um jogador do Benfica chamado Amaral. Amaral chuta e José Carlos, defesa-central do FC Porto, encaixa a bola na própria baliza. Golo. Mas, eis quando… o árbitro auxiliar, que naquela altura ainda se chamava bandeirinha, levanta a dita. No momento em que o jogador do FC Porto marca o autogolo, há um jogador do Benfica, a uns 15 ou 20 metros de distância, que está em fora-de-jogo posicional. Inteligentemente, Baía tinha saído da grande área para defender com as mãos o remate de César Brito, deixando depois este último em posição irregular. Golo anulado.

É claro, fiquei esclarecido. Quando surge o escândalo dos quinhentinhos do Guímaro, nem um minuto de atenção dediquei ao assunto. Para quê? Quando Carlos José Amorim Calheiros (conhecido no mundo do futebol como Carlos Calheiros e no mundo das agências de viagens como José Amorim) foi de férias para o Brasil com a viagem paga pelo FC Porto, tudo demonstrado por facturas, encolhi os ombros, e disse, qual a novidade? O clube da organização e do rigor tinha pago, por engano, uma viagem a um árbitro. E daí? Quem nunca pagou uma viagem a um árbitro por lapso que atire a primeira pedra. Acontece-me pelo menos uma vez por mês. Quando li as escutas sobre a «fruta para dormir» e os «rebuçadinhos para a noite»? Virei a página, que eu cá gosto é de novidades. E quando Pinto da Costa confessou que recebeu um árbitro em casa na véspera de um jogo, bocejei e retomei o que estava a fazer. Perspicaz, e mostrando que os amigos são o que de melhor temos na vida, Pinto da Costa ao ser avisado por um dos seus dedicados amigos, que governa a sua vida na Judiciária, ala para a Galiza onde aproveitou para comer umas belas Vieiras.

Receios dos adeptos do FC Porto em que possa suceder ao seu clube o mesmo que ao amigo Loureiro? Nahhh, nada disso Tudo calmo. Irradiados da Champions? Nahhh. Por isso, ouçam lá meus caros, se não aconteceu nada depois do golo do Amaral, dos quinhentinhos, do José Pratas a bater o recorde dos 100 metros à frente do Fernando Couto em Coimbra, do Calheiros, da fruta para dormir do serviço de árbitros ao domicílio, do Apito Dourado ou parecer de Direito Administrativo, do Proença a dar-vos até ao momento 3 Campeonatos, acham que é o facto de o SPORT LISBOA E BENFICA ter uma Equipa objectivamente superior que vos vai tramar? Nada temam. Além disso têm tempo para ler os documentos antes de o comentarem. E depois podem dizer: «Sim senhor, gostei muito de ler o parecer, a história é empolgante, e tal e coiso, e coiso e tal, mas agora vou arquivá-lo aqui no caixote do lixo, ao lado desta factura em nome de José Amorim». Mais cedo ou mais tarde, é lá que ele vai parar. Diz-se pelos meandros da Cedofeita, que Pinto da Costa terá dito “juízes, justiça? É pá vão mas é trabalhar no trabalho…”

De que têm medo os adeptos do Porto?

Mas afinal de que têm medo os adeptos do Porto?

As escutas existem? Sim!  Mas podem ser usadas? Não! Mas nas escutas não é claro o ilícito corrupto activo e passivo? Sim! Então os intervenientes vão ser condenados? Não!

Não querendo enaltecer em excesso o verdadeiro prodígio que são as minhas reminiscências, mas a verdade é que compreendi tudo sobre o futebol português no dia 21 de Setembro de 1994. Disputavam-se os últimos cinco minutos da segunda mão da final da Supertaça, no Estádio das Antas. Quem marcasse, ganhava. E o Benfica marcou. Custou um bocadinho, mas marcou. Lembro-me como se fosse hoje: Carlos Secretário, um especialista a fazer assistências para os adversários, isola de forma brilhante César Brito. César Brito remata para excelente defesa com as mãos de Baía, que se encontra dois metros fora da grande área. O árbitro, Donato Ramos, mira inexoravelmente a lei que se aplica em jogos no Estádio das Antas e manda seguir. Por sorte, a bola sobra para um jogador do Benfica chamado Amaral. Amaral chuta e José Carlos, defesa-central do FC Porto, encaixa a bola na própria baliza. Golo. Mas, eis quando… o árbitro auxiliar, que naquela altura ainda se chamava bandeirinha, levanta a dita. No momento em que o jogador do FC Porto marca o autogolo, há um jogador do Benfica, a uns 15 ou 20 metros de distância, que está em fora-de-jogo posicional. Inteligentemente, Baía tinha saído da grande área para defender com as mãos o remate de César Brito, deixando depois este último em posição irregular. Golo anulado.

É claro, fiquei esclarecido. Quando surge o escândalo dos quinhentinhos do Guímaro, nem um minuto de atenção dediquei ao assunto. Para quê? Quando Carlos José Amorim Calheiros (conhecido no mundo do futebol como Carlos Calheiros e no mundo das agências de viagens como José Amorim) foi de férias para o Brasil com a viagem paga pelo FC Porto, tudo demonstrado por facturas, encolhi os ombros, e disse, qual a novidade? O clube da organização e do rigor tinha pago, por engano, uma viagem a um árbitro. E daí? Quem nunca pagou uma viagem a um árbitro por lapso que atire a primeira pedra. Acontece-me pelo menos uma vez por mês. Quando li as escutas sobre a «fruta para dormir» e os «rebuçadinhos para a noite»? Virei a página, que eu cá gosto é de novidades. E quando Pinto da Costa confessou que recebeu um árbitro em casa na véspera de um jogo, bocejei e retomei o que estava a fazer. Perspicaz, e mostrando que os amigos são o que de melhor temos na vida, Pinto da Costa ao ser avisado por um dos seus dedicados amigos, que governa a sua vida na Judiciária, ala para a Galiza onde aproveitou para comer umas belas Vieiras.

Receios dos adeptos do FC Porto em que possa suceder ao seu clube o mesmo que ao amigo Loureiro? Nahhh, nada disso Tudo calmo. Irradiados da Champions? Nahhh. Por isso, ouçam lá meus caros, se não aconteceu nada depois do golo do Amaral, dos quinhentinhos, do José Pratas a bater o recorde dos 100 metros à frente do Fernando Couto em Coimbra, do Calheiros, da fruta para dormir do serviço de árbitros ao domicílio, do Apito Dourado ou parecer de Direito Administrativo, do Proença a dar-vos até ao momento 3 Campeonatos, acham que é o facto de o SPORT LISBOA E BENFICA ter uma Equipa objectivamente superior que vos vai tramar? Nada temam. Além disso têm tempo para ler os documentos antes de o comentarem. E depois podem dizer: «Sim senhor, gostei muito de ler o parecer, a história é empolgante, e tal e coiso, e coiso e tal, mas agora vou arquivá-lo aqui no caixote do lixo, ao lado desta factura em nome de José Amorim». Mais cedo ou mais tarde, é lá que ele vai parar. Diz-se pelos meandros da Cedofeita, que Pinto da Costa terá dito “juízes, justiça? É pá vão mas é trabalhar no trabalho…”