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“O medo impera. E o servilismo também.” António Pedro Vasconcelos

“No espaço de poucos dias, Pinto da Costa referiu-se ao Benfica, sem o nomear (o simples facto de o nomear parece que lhe queima a língua) como sendo “o clube do tempo do fascismo”, e chamou “burros” aos benfiquistas, sem nunca os nomear (a sigla do clube só é usada quando os adeptos e jogadores precisam de se animar com uns cânticos onde chamam nomes às mães dos adeptos do clube dos mouros), a propósito da nomeação de Pedro Proença para apitar a final da Champions. O país não se indignou. A imprensa desportiva assobiou para o lado. O estatuto de impunidade dá o direito a PC de insultar quem quer, de caluniar quem lhe apetece e de incitar ao ódio e à violência sem que ninguém o incomode.

Uns dias depois, no Dragão Caixa, o Benfica sagrou-se campeão de basquetebol, vencendo com dificuldade mas com mérito um adversário de grande qualidade, o que deu mais brilho à vitória. No final de um jogo em que o árbitro não interferiu no resultado, os treinadores cumprimentaram-se, como mandam as regras do fair play.

Mas, quando o jogo acabou, a culminar um clima de insultos e intimidação, os ânimos dos adeptos do FCP exaltaram-se. Agrediram os jogadores, levando a que a polícia não conseguisse garantir a ordem e a segurança e que a Taça fosse entregue ao vencedor nos balneários. Ao que se diz, Carlos Lisboa, treinador do Benfica, não terá resistido a responder às provocações e aos insultos com um gesto menos elegante. Tanto bastou para que o chefe do FCP entrasse no ringue e virasse o ónus da violência para o clube vencedor (como fizera com os famosos túneis da Luz), e vituperasse o comportamento da polícia que tentou, em vão, meter os adeptos do FCP na ordem.

No dia seguinte, Luís Filipe Vieira decidiu finalmente responder ao chefe do FCP num discurso duro, pondo em relevo factos que são conhecidos da opinião pública. O que fizeram a maioria dos comentadores (incluindo alguns que se dizem benfiquistas!)? Meteram tudo no mesmo saco: os insultos de PC e o discurso de LFV, o gesto de CL e a violência dos adeptos do FCP. O medo impera. E o servilismo também.” in record.pt

Nós no BENFICA POWER, perguntamos, todos o sabem e ninguém faz nada???

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Medo? Nenhum ! Temos vergonha!

Não temos medo !

Temos vergonha!

Os incidentes no final encontro com o FC Porto, onde vencemos por 56-53, levaram a nossa equipa encarnada a sair de campo sob protecção da Polícia, debaixo de uma chuva de objectos lançados por adeptos do FC Portoe o Benfica saiu de campo sob proteção policial.

Medo? Nenhum !

Vergonha? Muita. Tudo isto ocorre num Estado de Direito numa Cidade de Portugal. Esta vergonha não é imputável à Cidade do Porto que durante anos tem vindo a ser usada, diria mais, abusada por Pinto da Costa e seus Acólitos para satisfazerem os seus interesses pessoais alegando agir no interesse de uma Região. Este estado dentro do Estado tem tido em demasia a nossa permissividade enquanto País. A Cidade do Porto, seus habitantes, os Portuenses, o Norte, Minhotos ou Transmontanos não se revêem nesta tentativa de tornar um actual pequeno Clube de Contumil num braço armado de meia dúzia de pessoas sem escrupulos.

Este “terror” provocado pelo ambiente hostil  é uma constante na vida de Pinto da Costa enquanto  dirigente de um clube outrora respeitado.  A minha preocupação e que se entre numa acomodação a registos como os que ontem sucederam no Dragão Caixa Refletem fielmente a dimensão do real problema e que é o facto de todos termos passado a achar normal o que por ali acontece quando o Benfica lá vai jogar. A PSP vai levantar um inquérito? Ok, aguardo…..sentado.

Federação abre inquérito a incidentes no Dragão Caixa

“A Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB) vai abrir um inquérito aos incidentes ocorridos quarta-feira no último jogo da final do playoff da Liga, disputado no pavilhão Dragão Caixa, no Porto, que deu o título de campeão nacional ao Benfica.

Em declarações à Lusa, Mário Saldanha, presidente da FPB, avançou que vai esperar pelos relatórios dos árbitros, comissários e diretor da prova, Pinto Alberto, além do relatório da polícia, para saber o que se passou.

“Estamos à espera do relatório da polícia e o relatório dos árbitros e dos comissários e do diretor da prova. Vai ter de haver um inquérito. É absolutamente necessário que tudo seja apurado”, sublinhou o responsável.

Mário Saldanha afirmou estar “muito triste” com tudo o que se passou no Porto, adiantando que “não era previsível” que acontecessem “todas aquelas cenas no final do jogo”.

“Toda aquela confusão não dignifica a modalidade, mas é causada por terceiros. Dentro de campo houve sempre uma luta correta, houve um jogo que, não foi brilhante em termos de resultado, de muitos pontos, mas foi um jogo disputado com respeito dos jogadores uns pelos outros e treinadores”, reconheceu o dirigente.

Mário Saldanha adianta que o jogo era considerado de risco, e que tal situação foi comunicada à tutela, e que estava polícia destacada no local para o efeito.

“Mas há coisas que não conseguimos controlar, estas coisas exacerbadas que acabam por acontecer e prejudicam os clubes e a modalidade. É triste acontecer numa final, um ano inteiro a jogar para aquele momento”, lamentou.

Segundo o dirigente, “algumas coisas vão ter de ser repensadas”, pelo que a federação irá reunir-se e terá de tomar algumas decisões que possam evitar este tipo de incidentes no futuro.

No entanto, reconheceu igualmente que será difícil “erradicar” estes incidentes, mas admite que o que aconteceu quarta-feira “foi demais” salientando “que não se pode tolerar” situações daquelas.

Para Mário Saldanha o que aconteceu reflete o ambiente que se vive em torno do futebol, afirmando que se trata da “futebolização das modalidades” que “andam a reboque”.

“É uma pena porque o basquetebol não se tem pautado ao longo do tempo com estas cenas. Eu já sou há mais de 20 anos presidente da federação e só me lembro de uma situação e também no Porto quando eu era presidente do Queluz, voltou 20 e tal anos depois”, recordou.

Os incidentes no final encontro com o FC Porto, que o Benfica venceu por 56-53, levaram a equipa encarnada a sair de campo sob proteção policial, debaixo de uma chuva de objetos lançados por adeptos do FC Porto, sem que se tenha procedido à entrega do troféu, como estava previsto, realizando-se, posteriormente no balneário, segundo informação do clube da Luz.

No fim do jogo, na sequência de distúrbios, a polícia carregou sobre vários adeptos e a cerimónia de consagração não se realizou, como previsto, dentro do pavilhão e o Benfica saiu de campo sob proteção policial.” in record.pt