Morte Sem Honra & O Reverso de um Crime.

Que não se perca na memória colectiva dos adeptos de futebol que o FC Porto, até à entrada do presidente condenado por corromper árbitros e do árbitro António Garrido, era um clube honrado mas tinha ganho apenas 7 Campeonatos Nacionais, 4 Taças de Portugal e 1 Supertaça.

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António Garrido deixou de poder negar a sua forte ligação ao FC Porto a partir do auto de busca e apreensão que a PJ realizou à residência do antigo árbitro internacional e até hoje assessor do Conselho de Arbitragem da FPF. Nesta dilgência a PJ descobriu vários documentos que provam que AG com e para oclube de Pinto da Costa. A busca realizada à sua residência em S. Pedro de Muel encontrou um talão de depósito do BPSM cujo titular indicado é Reinaldo Teles, o vice-presidente do FCPorto, no valor de cinco mil contos, assinado pelo próprio punho do Reinaldo Teles. Com a data de 17/12/1993. A principal prova é uma letra passada pelo FC Porto ao antigo árbitro no valor de 2039 contos, com quatro reformas.

Além disso um misterioso sobreescrito dirigido ao antigo árbitro com a inserção, “Haver cheque s/BPA no valor de 1.000.000$00”. A PJ achou por bem também apreender 2 cheques do BNU ambos no valor de 3 mil contos.

Da lista de documentos fazem parte também nove cheques todos eles ao portador, de uma conta de António Garrido no BESCL. No total perfazem 11 mil contos.

Muito se tem falado em Pinto da Costa e no sistema que montou. Desde 1982 que o nosso futebol não tem sido o mesmo, casos de doping, suspeitos de aliciamento a árbitros ou jogadores das equipas adversárias têm vindo à tona. O clímax de todas estas suspeitos foi o escândalo do caso Apito Dourado, que surgiu de rompante a 20 de Abril de 2004, quando os muito honestos Pinto de Sousa e Valentim Loureiro (ambos Boavisteiros) são detidos, Pinto da Costa escapa, diz-se que no dia anterior apeteceu-lhe do nada ir à Galiza comer um arroz de marisco com a sua companheira Carolina Salgado.

O que a maioria não sabe é que por de trás destes dirigentes que em muito têm branqueado este futebol à beira mar plantado, está um homem ex-árbitro que é dirigente do maior clube do norte quase à tanto tempo como o seu carismático e grande líder (1982).

Quem ele é? Ou era? O “reputado” árbitro internacional (o primeiro português) António Garrido. Apitador do nosso futebol nos anos 70 e inícios de 80 (até 1982). Conhecido aqui dentro e lá fora por ter sido o primeiro arbitro português a apitar jogos internacionais nos grandes torneios de selecções, apitou inclusive a final do Euro 80. Podia ser conhecido lá fora, mas cá dentro não deixava tanto nas vistas.

Simples entender para que Pinto da Costa queria um ex-arbitro nos seus quadros. A verdade é que este senhor foi a ponte entre o Porto clube e os próprios Árbitros. Mas os bois têm nomes, por isso vamos a eles, nem Valentim, nem o outro Pinto teriam capacidade nem “credibilidade” para trazer um Calheiros, um Guímaro, um Pratas, um Martins dos Santos ou um Augusto Duarte para uma certa vivenda na Madalena, Vila Nova de Gaia. Com o senhor Garrido os nossos amigos bois ficariam mais à vontade para fazer favores ilícitos ao clube do Norte. 

Este senhor foi e está visado no processo Apito Dourado! Foi apanhado nas escutas! Talvez a maioria esteja mais familiarizada com o nome deste apitador que eu, assumo no entanto o risco de redundância pelo facto de muito provavelmente as mais recentes gerações não o conhecerem. Incluo nestas novas gerações, os mais recentes adeptos dessa associação corrupta chamada Futebol Clube do Porto que da nossa parte apenas e só merecerá o nome de “clube” e de reconhecimento seja do que for quando voltar a ser um Clube. Um clube rival mas integro. Até lá, nada reconhecemos a esta associação. – incluindo e acima de tudo trata-se de um postal ilustrado que mando à imprensa que bajulou e bajula diariamente essa associação. Querem melhor exemplo? Olhem leiam quando se referem a essa associação. Leiam e percebam o que vão buscar para falar de títulos (pasme-se) a Taça preparada por Valentim Loureiro e Pinto da Costa, ou seja, a Super Taça misturando-a nos numeros de Títulos –

Para as mais recentes gerações, quando se fala em corrupção e promiscuidade no futebol em Portugal, fala-se em Pinto da Costa, Pinto de Sousa, o Major, Reinaldo Teles, Antero, e outra dezenas de “Capos”, mas….falta recordar um dos mais influentes na estratégia de Pinto da Costa – António Garrido – 

 

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Pinto da Costa e António Garrido (ex-árbitro) conquistaram em mais de 30 anos, 20 Campeonatos Nacionais, 12 Taças de Portugal, 19 Super Taças, 2 Ligas dos Campeões, 1 Taça Uefa e 1 Liga Europa. Grande parceria de facto.

Com métodos como estes, ninguém lhes ganha.

 

 

António Garrido andou nas bocas do mundo por ter sido nomeado pela Federação a pedido do FC Porto para acompanhar os árbitros do Porto – Villarreal. Até então apenas as conquistas nacionais tinha sido postas em causa com o processo Apito Dourado. A partir daí por fim as conquistas internacionais começaram também a ser alvo de suspeitas. 

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Foi uma das pessoas que jantou com o árbitro do Porto – Villarreal. Foi uma das pessoas que estava presente quando Jacinto Paixão, o árbitro da fruta, foi coagido por elementos ligados ao FC Porto na mesma marisqueira. Foi apanhado nas escutas do Apito Dourado a falar com Valentim Loureiro e Pinto de Sousa. Foi identificado pela Polícia Judiciária, no âmbito do processo Apito Dourado, como o “contacto preferencial” do Porto para exercer pressão junto do órgão que nomeava os árbitros.

Em entrevista à Benfica TV, Jacinto Paixão sem querer falar sobre detalhes processuais, negou ter recebido prendas dos clubes («Ofereceram-me apenas camisolas»). «Se tivesse recebido algumas coisas, um Dragão de Ouro, não estaria na situação que estou», revelou, admitindo ter ouvido histórias de colegas árbitros que não terão tido o mesmo comportamento.«Ouvi falar em viagens e em outras coisas. Se é verdade ou não, não sei».

O antigo juiz eborense também recordou detalhes do famoso jantar numa marisqueira de Matosinhos, no final de um FC Porto-E. Amadora. «Segui o Reinaldo Teles até a marisqueira e fiquei surpreso quando ele sentou-se na mesa. Fiquei constrangido, mas fiquei mais tranquilo ao ver que lá estavam o António Garrido e outro árbitro. Depois apareceram o Pinto da Costa e a sua companheira [Carolina Salgado], que ficaram numa mesa ao lado. No final quis pagar a contar, mas disseram-me que já estava paga. Talvez tenha sido o Reinaldo Teles ou o Pinto da Costa. Não sei».

Sobre a importância e o papel de António Garrido na relação do FC Porto com os árbitros, Jacinto Paixão disse não ter dados concretos. “Não sei qual é o peso dele. Comigo ele nunca falou nada, mas sei que acompanhava os jogos do FC Porto. Não sei qual é o clube dele e não estou preocupado com isto. Uma coisa eu sei: ele é sogro do Olegário Benquerença”.

 

 

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