A mudança é inevitável, o progresso, opcional. Sem a primeira o segundo não existe.

  • Sobre Luís Filipe Vieira

O frenezim opinitativo que obviamente surge após as declarações do Presidente do Sport Lisboa e Benfica existe algo a comentar sobre que usa discursos retóricos próprios de quem se pendura no autocarro do populismo. Autocarro cujo nome é “DÁ MAIS JEITO”.

Antes porém e de forma muito simples procurarei desligar o complicómetro que circula neste momento entre parte dos benfiquistas.

Directo à ferida aberta:

2 titulos em 11 anos

Isto passado assim “tout court” digo ser e com todas as letras MANIPULADOR. Reportando-me apenas à era JJ, ninguém duvida que à excepção do Campeonato de hà 2 anos tivemos dois desvirtuados de forma escandalosa? Logo, a existência de verdade desportiva culminaria neste moomento com um correcto e verdadeiro balanço de de 3 títulos em 4 anos? Alguém dúvida? Se sim, das duas uma ou andaram a brincar na altura em que tudo se queixou ou afinal pactuaram com os objectivos roubos sobre a nossa Equipa:

#1 de á 3 anos atrás, dos 7 jogos inciais do Campeonato, bastaram 5 onde fomos literalmente afastados da luta pelo título com as arbitragens que estão bem documentadas.

#2 Do ano passado, pela que por alguma razão ficou conhecida pela segunda liga Proença, escuso de enumerar a forma como fomos espoliados do título.

Agora, o que se lê sobre a tão douta opinião que por aí se vê de estarem confusos ou indignados pelo discurso de Luís Filipe Vieira. Antes de aprofundar a minha opinião sobre isso, digo, quero um Benfica que saiba viver com o que tem e não que vá atrás de lunáticos que pensam que temos um dono da Aljazeera a injectar dinheiro. Se bem que petróleo & dinheiro não compram títulos, glória nem muito menos dignidade. E aqui é o que se passa. Lembro que o simbolo do Benfica é uma águia e não um leão e não equipamos às riscas mas de vermelho sangue. E quero que continue a equipa por muito mais tempo. Os outros que façam o que bem entenderem.

Então vamos lá, vamos lá à indignação e confusão (não verdadeira, porque o tema é bem simples) que fez em certas mentes a chamada à realidade por LFV.

Não tenho nenhuma objecção moral de princípio à mudança de opinião. Se tomo uma certa decisão, com base num conjunto de dados que depois se vêm a revelar falsos ou incompletos. E penso que não sou assim tão extraordinário quanto isso, pois não? A maioria de nós segue pela mesma bitola, adaptando as suas posições às circunstâncias, consoante o devido e perante a alteração constante das mesmas…(descobri a pólvora? Claro que não.) Mas porque é que os nossos opinadeiros, Media e quem em torno deles orbitam e ainda benfiquistas acreditam de uma forma tão inquestionável de que “mudar de opinião” é negativo, e uma espécie de sinal de fraqueza ou de falta de inteligência? Os nossos dirigentes não têm que ser infalíveis, sobretudo, se as condições que os levaram a decidir por um lado ou por outro, mudarem. Este tique é provavelmente uma sobrevivência do Salazarismo, onde se defendia a tese de que o “Governo” (tido como coisa supra-humana e impossívelmente distante) nunca podia ser colocado em questão, porque ele sabia sempre o que era melhor para o “Povo”. Agora, num mundo onde Alvin Tofler reconheceu na já longínqua década de 80 que não só a mudança era cada vez maior, como também o próprio ritmo da mesma, será razoável esperar que alguém mantenha a mesma opinião para… Sempre? Será este um tique ainda proveniente do estrato “imperial romano” ainda tão marcante no substrato moral e político mediterrânico? Será que esta devoção pela “infabilidade política” é um traço ausente da mentalidade nórdica?

Santa paciência, preocupem-se com o que está a acontecer na Europa do Futebol e que mais tarde ou mais cedo nos tocará, fazendo-nos lamentar dizendo “ahhhh o tempo em que eu era SÓCIO” e deixem-se de retórica. Nota, isto não invalida, que me surja alguém fidedigno, credível com ideias realistas e inovadoras para ser de facto a alternativa a LFV. Quem avança? Pois…

Não devemos ser escravos das decisões que tomamos; podemos ceder às circunstâncias, sem medo de mudar se necessário.

Vou mais longe, e digo qualquer extremo é um erro” neste momento por aó quem me estiver a ler deve estar a pensar “Ih… mais uma relativista”. No entanto o que vos quero passar é isto, na mudança há uma “unidade”! Ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, porque existem sempre pelo menos, dois lados.

Por fim, o meu receio, o nosso mundo é feito de aparências, nesse contexto, é impossível que possamos realmente ter uma visão sobre todos os ângulos antes de nos dotar de uma opinião, esta corre um sério risco de vir a se tornar num preconceito se virmos a desenvolver resistência a qualquer mudança de paradigma. E a minha preocupação paradoxalmente vem principalmente de benfiquistas que escrevem por aí umas coisas em páginas onde por ser colocado o nome “BENFICA” julgam poder debitar informações a cada dia, mas sempre a a dizer o mesmo. E pasme-se há quem vá atrás dessas prosas. Informação deve oferecer sempre novas possibilidades e vertentes, analisar cada uma e uma forma de nos mantermos atualizados, a idéia do geocentrismos e de que a terra era chata era suficiente a realidade de mundo dos pré copernianos, nosso tempo nos revela uma variedade de luzes cada vez maior em um ritmo cada vez mais frenético, se adaptar e evoluir enquanto ser humano. Mesmo dentro de um “centro” imutável o nosso pensamento pode alterar-se”, isto porque podemos rever “particularidades” que antes não nos ocorriam.

A reflexão exerce papel activo! Acharmos que “não mudar” é uma virtude por si é no mínimo uma ingenuidade, quando não “burrice”. Evidente que existem parâmetros imutáveis sendo o maior O SPORT LISBOA E BENFICA, contudo, penso que constitui um sinal de crescimento individual quando já não pensamos do mesmo modo que há alguns anos… Às vezes, basta uma troca de idéias com um amigo para revermos a nossa posição num assunto; às vezes, a mudança vem gradativa, com questionamentos, com retrocessos, com dúvidas, até que o nosso pensamento de facto se modifique. Ah! É bom dizer que, dependendo da “mudança de opinião”, assumi-la pode ser algo bem distante de fraqueza; pode ser um verdadeiro acto de coragem – força.

FORÇA LUÍS FILIPE VIEIRA ! PARABÉNS PELA CORAGEM DE NÃO MOSTRAR O MUNDO APENAS COR DE ROSA

FORÇA CANDIDATO A CONCORRER CONTRA LFV. Nas condições referidas só tratará tudo de positivo ao nosso Clube.

FORÇA BENFICA !

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