Estatutos do SLB

SPORT LISBOA E BENFICA
Estatutos
CAPÍTULO I – DISPOSIÇÕES GERAIS
Artigo 1º
Denominação, natureza e sede
O SPORT LISBOA E BENFICA, fundado em vinte e oito de Fevereiro de mil
novecentos e quatro, é uma pessoa colectiva de direito privado e de utilidade
pública, com sede em Lisboa, na Avenida do General Norton de Matos, no Estádio
SPORT LISBOA E BENFICA, e rege-se pelos presentes Estatutos, respectivos
regulamentos e legislação aplicável.
Artigo 2º
Constituição
1. O SPORT LISBOA E BENFICA é constituído por um número ilimitado de sócios
cuja qualificação resulta apenas da respectiva antiguidade e dos galardões
atribuídos, não se diferenciando em razão da raça,  género, sexo, ascendência,
língua, nacionalidade ou território de origem, condição económica e social e
convicções políticas, ideológicas e religiosas.
2. Integram também o SPORT LISBOA E BENFICA as Filiais, Casas do Benfica e
Delegações, em conformidade com as disposições estatutárias e regulamentares.
Artigo 3º
Fins
1. O SPORT LISBOA E BENFICA é um clube desportivo ecléctico, tendo por
primordial finalidade o fomento e a prática do futebol em diversas categorias e
escalões e, complementarmente, a prática e desenvolvimento das diversas
modalidades desportivas.
2. O SPORT LISBOA E BENFICA pode desenvolver actividades recreativas,
culturais e sociais, no sentido de proporcionar aos associados um convívio são e
um meio de valorização pessoal.  3. Ao SPORT LISBOA E BENFICA são interditas actividades de carácter políticopartidário e de proselitismo religioso.
Artigo 4º
Obtenção e gestão de meios
1.  Tendo em vista a obtenção e gestão dos meios adequados aos fins
descritos no Artigo 3º, o SPORT LISBOA E BENFICA poderá, em
conformidade com o estatutariamente previsto e em obediência à lei:
a) Promover a constituição de sociedades anónimas desportivas e nelas
deter uma posição accionista, sempre que tenham por objecto a gestão
de modalidades desportivas onde o SPORT LISBOA E BENFICA
participe e cujas competições sejam de natureza profissional ou semiprofissional, sem prejuízo do disposto no nº 2 do presente artigo;
b) Exercer actividades comerciais ainda que sem carácter desportivo, de
forma directa ou indirecta, criando sociedades ou outras entidades
jurídicas que sirvam para o efeito;
c) Negociar com terceiros o financiamento necessário e adequado para
assegurar a gestão e o funcionamento das suas actividades desportivas
e comerciais bem como emitir instrumentos de dívida com a mesma
finalidade;
d) Prestar as garantias pessoais e reais no âmbito das operações referidas
na alínea anterior;
e) Adquirir participações financeiras em sociedades existentes ou em
fundos de investimento;
f) Levar a cabo a exploração directa das marcas, logótipos ou outros sinais
distintivos, nomeadamente os que envolvam os símbolos do clube, dos
direitos de transmissão televisiva, de publicidade ou de imagem de que
seja titular ou que esteja autorizado a explorar, ou conceder a terceiros
autorização para essa exploração, sem prejuízo do disposto em outras
disposições estatutárias;
g) Aperfeiçoar e desenvolver a estrutura empresarial de modo a poder
responder cabalmente à correcta governação dos seus interesses;
h) Participar em iniciativas de carácter financeiro, incluindo jogos de fortuna
e azar, nomeadamente o jogo do bingo;
i) Criar e dotar fundações.
2. Nas sociedades anónimas desportivas, existentes ou  futuras, em especial na
que gere o futebol, o SPORT LISBOA E BENFICA manterá sempre, directa ou indirectamente, a maioria do capital social, bem como o número de votos
correspondente à sua posição societária, não podendo o direito de voto respectivo
ser objecto de quaisquer acordos, sejam eles de natureza parassocial ou outra;
3. O disposto no número anterior é igualmente aplicável às sociedades cuja
actividade seja a comunicação social e onde o SPORT LISBOA E BENFICA
participe.
4. Sem prejuízo das competências atribuídas por estes Estatutos a outros órgãos,
designadamente à Direcção, a aquisição de participações sociais previstas nas
alíneas a) e b) do nº 1 só poderá realizar-se com base em parecer favorável do
Conselho Fiscal;
5. A alienação, a qualquer título, de posições em sociedades onde o SPORT
LISBOA E BENFICA participe, carece do parecer prévio do Conselho Fiscal e da
subsequente aprovação do Plenário dos Órgãos Sociais, sem prejuízo do disposto
no números 2 e 3 do presente artigo.
CAPÍTULO II – SÍMBOLOS DO CLUBE
Artigo 5º
Símbolos
1. Constituem os símbolos tradicionais do SPORT LISBOA E BENFICA a águia,
que simboliza a elevação das aspirações do clube, isto é, independência,
autoridade e nobreza, e as cores vermelho e branco que significam a bravura e a
paz, respectivamente.
2. O Clube adopta como condição primeira da sua grandeza a divisa “E Pluribus
Unum” para definir a união entre todos os associados.
3.  Como símbolos específicos do Clube, cuja composição e descrição constam do
regulamento, existem o emblema, o estandarte, a bandeira, os galhardetes e os
guiões.
Artigo 6º
Equipamentos
Nas diversas competições desportivas, os equipamentos a usar pelos atletas,
técnicos e demais pessoal de apoio, devem adoptar as cores tradicionais do
Clube, previstas no Artigo 5º, nº 1, sem prejuízo do uso de equipamentos
alternativos, quando necessário, cuja escolha compete à Direcção.  Artigo 7º
Comercialização de produtos
No âmbito da comercialização de produtos com a denominação do SPORT
LISBOA E BENFICA é permitida a utilização de logótipos, cores, divisas, tipos de
letra ou quaisquer outros elementos característicos da marca, mas tendo sempre
como base os símbolos tradicionais referidos no nº 1 do Artigo 5º.
Artigo 8º
Adopção de denominação
As sociedades promovidas pelo Clube, em especial as sociedades desportivas,
devem adoptar a denominação SPORT LISBOA E BENFICA  ou a sigla “SLB”,
acrescida das especificações que, nos termos legais, identifiquem a sociedade e o
seu objecto.
CAPÍTULO III – SÓCIOS DO CLUBE
SECÇÃO I – Admissão e Classificação
Artigo 9º
Condições de Admissão
1. Com absoluto respeito pelo princípio de não discriminação previsto no nº 1 do
Artigo 2º, podem adquirir a qualidade de sócio do SPORT LISBOA E BENFICA
quaisquer pessoas singulares que solicitem a admissão e cujas propostas
satisfaçam os requisitos previstos nos presentes Estatutos.
2. Não pode, porém, ser admitido como sócio quem se encontre em qualquer das
seguintes situações:
a) Ter contribuído para o desprestígio do SPORT LISBOA E BENFICA;
b) Ter sido afastado de qualquer instituição desportiva, cultural ou
recreativa, por motivos considerados indignos;
c) Ter adoptado comportamentos censuráveis susceptíveis de não lhe
ser reconhecida idoneidade para ser associado do Clube.  3. É admitida a filiação de pessoas colectivas, com os impedimentos constantes
do número anterior, cujo regime obedecerá a regulamentação específica a fixar
pela Direcção no respeito pelo espírito destes Estatutos.
Artigo 10º
Categorias
1. Os sócios do SPORT LISBOA E BENFICA repartem-se pelas seguintes
categorias:
a) Sócios efectivos;
b) Sócios correspondentes, nacionais e internacionais;
c) Sócios auxiliares;
d) Sócios atletas.
2. É ainda admitida a criação de outras categorias de  sócios por proposta da
Direcção e com atribuição discriminada de direitos e deveres complementares por
deliberação da Assembleia Geral.
Artigo 11º
Sócios efectivos
São sócios efectivos os sócios de idade superior a dezoito anos que contribuam
para o desenvolvimento permanente das actividades do Clube, usufruindo da
generalidade dos direitos e estando sujeitos aos deveres estatutários e
regulamentares.
Artigo 12º
Sócios correspondentes
1. São sócios correspondentes:
a) Nacionais, os que residam em localidade que diste mais de 50 Km da
periferia da cidade de Lisboa, desde que não tenham a qualidade de
sócios efectivos;
b) Internacionais, os que residam em território estrangeiro, desde que
não tenham a qualidade de sócios efectivos.
2. Para efeitos da alínea a) do número anterior, considera-se local de residência o
domicílio fiscal do sócio. 3.  Os sócios correspondentes que passem a sócios efectivos usufruirão de todos
os direitos inerentes a esta categoria, nos termos  dos presentes Estatutos, e
mantêm a antiguidade, com as restrições previstas no nº 3 do Artigo 17º.
Artigo 13º
Sócios auxiliares
1. São sócios auxiliares os que, por virtude de menor escalão etário, têm os seus
direitos limitados e beneficiam da correlativa redução de deveres, repartindo-se
pelas seguintes sub-categorias:
a) Infantis – os que tenham idade inferior a catorze anos;
b) Juvenis – os que tenham idade superior a catorze anos e inferior a
dezoito anos.
2. É aplicável aos sócios auxiliares o disposto no nº 3 do Artigo 12º.
Artigo 14º
Sócios atletas
1. São sócios atletas os que representam o SPORT LISBOA E BENFICA em
competições oficiais, ainda que através de qualquer das sociedades desportivas
onde o Clube participe, perdendo esta qualidade no momento em que deixem a
representação supra referida.
2. A condição de sócio atleta é obrigatória para todos os atletas que reúnam os
pressupostos previstos no número anterior, salvo se optarem desde logo por
serem sócios auxiliares ou efectivos, em conformidade com os presentes
Estatutos.
3. É aplicável aos sócios atletas o disposto no nº 3 do Artigo 12º.
Artigo 15º
Actualização da numeração
1. A numeração dos sócios será actualizada, no mínimo, nos anos terminados em
cinco, com a consequente substituição de cartões de associado.
2. Não se efectuará a actualização da numeração dos sócios quando coincidir
com o ano em que se realizam eleições para os órgãos sociais, realizando-se,
obrigatoriamente, durante o ano seguinte às mesmas.  3. É automática a actualização dos sócios, um a cinquenta, logo que ocorra uma
vacatura, com prejuízo do estatuído nos números 1 e 2.
Artigo 16º
Regulamentação
Com observância pelo disposto no nº 1 do Artigo 2º, compete à Direcção deliberar
sobre a admissão de novos sócios e regulamentar tudo o que se torne necessário
à execução desta Secção dos Estatutos.
SECÇÃO II – Direitos e Deveres dos Sócios
Artigo 17º
Direitos dos Sócios
1. São direitos dos sócios:
a) Frequentar a sede e as instalações sociais e desportivas do Clube,
nas condições regulamentares;
b) Representar o Clube em actividades recreativas e culturais e praticar
essas actividades, ainda que sem carácter de competição;
c) Participar nas assembleias gerais, apresentar propostas, intervir na
discussão e votar;
d) Ser eleito para os órgãos sociais;
e) Ser nomeado para cargos ou funções no Clube;
f) Requerer a convocação de assembleias gerais extraordinárias;
g) Examinar as contas, os documentos e os livros relativos às actividades
do Clube, antes das assembleias gerais ordinárias,  convocadas com
as finalidades previstas nas alíneas b) e c) do nº 2 do Artigo 55º, nos
termos do nº 1 do Artigo 37º;
h) Solicitar aos órgãos sociais informações e esclarecimentos e
apresentar sugestões de utilidade para o SPORT LISBOA E BENFICA;
i) Solicitar à Direcção a suspensão do pagamento de quotas;
j) Inscrever os seus filhos, netos ou tutelados, enquanto menores, nas
actividades desportivas, recreativas e culturais do Clube;  k) Receber e usar as distinções honoríficas concedidas;
l) Recorrer para a Assembleia Geral em caso de discordância das
decisões dos dirigentes do clube e das deliberações dos restantes
órgãos sociais;
m) Pedir a exoneração.
2. Os direitos consignados no número anterior estão sujeitos às seguintes
condições:
a) Os previstos na alíneas b) e j) ficam sujeitos às condições e requisitos
específicos que a Direcção fixar para a prática de cada actividade;
b) Os previstos na alínea c), salvo a mera presença sem direito a voto,
bem como os previstos nas alíneas g), h) e l), só aproveitam aos
sócios efectivos e correspondentes com mais de um ano de filiação
associativa;
c) Os previstos na alínea d) só aproveitam aos sócios efectivos com mais
de dez anos ininterruptos de filiação associativa,  naquela qualidade,
concomitantes com a data da eleição, sem prejuízo de outros prazos
especificamente consignados nos presentes Estatutos;
d) Os previstos na alínea f) só aproveitam aos sócios efectivos com mais
de dez anos consecutivos de filiação associativa, concomitantes com
a data do pedido.
3. Aos sócios auxiliares e correspondentes que passem  a efectivos são
concedidos os direitos inerentes a esta categoria, excepto os direitos previstos na
alínea d) do nº 1 em que se exige que o tempo de associado nas circunstâncias
referidas na alínea c) do nº 2 do presente artigo, nº 2 do Artigo 53º, nº 2 do Artigo
61º e nº 2 do Artigo 65º, seja contado a partir da  data em que assumem a
condição de sócios efectivos.
4.  O disposto no número anterior aplica-se também aos sócios honorários ou
beneméritos que adquiram a qualidade de sócios efectivos.
Artigo 18º
Deveres dos Sócios
1. São deveres dos sócios:
a)  Honrar a sua qualidade de sócios, defendendo intransigentemente o
prestígio e a dignidade do SPORT LISBOA E BENFICA,  com a
adopção de comportamentos cívicos e desportivos que contribuam
para o engrandecimento do Clube;  b) Cumprir os estatutos, os regulamentos, as deliberações dos órgãos
sociais e as decisões dos dirigentes;
c) Zelar pela coesão interna do Clube e defesa do seu património;
d) Votar nos actos eleitorais;
e) Participar de forma activa e permanente na vida  do Clube,
nomeadamente prestando aos órgãos sociais informação acerca dos
assuntos relevantes para a vida associativa;
f) Aceitar o exercício dos cargos para que foram eleitos ou nomeados,
desempenhando-os com aprumo, empenho e transparência em
conformidade com o espírito dos presentes Estatutos;
g) Representar o SPORT LISBOA E BENFICA no exercício de cargos ou
em reuniões nos organismos da hierarquia desportiva, cultural e
recreativa, procedendo em harmonia com a orientação definida pelos
órgãos sociais;
h) Efectuar, dentro dos prazos fixados, o pagamento das quotas e de
outras contribuições obrigatórias;
i) Informar a Direcção da mudança de domicílio, no  prazo máximo de
noventa dias;
j) Manter um comportamento cívico e disciplinar impecável dentro das
instalações do clube, designadamente usar da maior  correcção e
urbanidade nas reuniões onde participem;
k) Comportarem-se de forma a não deslustrar a qualidade de sócio,
identificando-se quando lhes for solicitado;
l) Manter absoluta confidencialidade quanto às informações recolhidas
no âmbito do disposto na alínea g) do nº 1 do Artigo 17º, até à
realização da Assembleia Geral respectiva, observando sempre o
disposto nas alíneas a) a c) do presente número;
m) Indemnizar o Clube pelos danos e prejuízos a que deram causa.
2. Os deveres consignados nas alíneas d) do número anterior apenas respeitam
aos sócios efectivos e correspondentes e os consignados nas alíneas f) e g) do
mesmo número somente aos sócios efectivos, atentos  os condicionalismos
impostos pelos presentes Estatutos.
   SECÇÃO III – Quotas e Contribuições
Artigo 19º
Quotização
1. As quotas e demais contribuições obrigatórias a satisfazer pelos sócios serão
fixadas pela Assembleia Geral, por proposta da Direcção.
2. A Direcção pode dispensar, total ou parcialmente, certas categorias de
associados do pagamento de quotas e outras contribuições, nos termos a fixar em
regulamento, o qual será submetido ao Plenário dos  Órgãos Sociais para
aprovação.
SECÇÃO IV – Distinções honoríficas
Artigo 20º
Distinções honoríficas e galardões
Para premiar e distinguir os bons serviços, dedicação e mérito associativo e
desportivo que tenham contribuído para o engrandecimento do SPORT LISBOA E
BENFICA, são instituídas as seguintes distinções honoríficas:
a) Águia de Ouro;
b) Águia de Prata;
c) Águia de Bronze;
d) Medalha de Mérito e Dedicação;
e) Medalha de Honra;
f) Emblemas de Dedicação e Anel de Platina.
Artigo 21º
Sócios honorários e de mérito
1. Podem ser ainda atribuídos, além das distinções honoríficas referidas no artigo
anterior, os títulos de sócio honorário e de mérito, sem prejuízo do disposto no nº
2 do Artigo 10º.
2. A concessão da Águia de Ouro confere ao associado o título de sócio
honorário. 3. A concessão da Águia de Prata, confere ao associado o título de sócio de
mérito.
4. Os títulos de sócio honorário e de sócio de mérito  podem ser atribuídos a
pessoas estranhas ao Clube desde que lhes seja reconhecido exemplar
comportamento moral e cívico ou, tratando-se de pessoas colectivas, lhes seja
reconhecida irrepreensível conduta social.
Artigo 22º
Critérios de atribuição
1. As distinções honoríficas previstas nas alíneas a), b) e c) do Artigo 20º, como
mais altos e importantes galardões do Clube, destinam-se a agraciar quem tenha
prestado relevantes serviços ao SPORT LISBOA E BENFICA.
2. O galardão Águia de Ouro apenas pode ser concedido a sócios efectivos com
um mínimo de vinte e cinco anos de filiação associativa.
3. A atribuição das distinções honoríficas referidas nas alíneas a), b) e c) do Artigo
20º é da competência da Assembleia Geral, sob proposta da Direcção ou de um
número de sócios que perfaçam, pelo menos, dez mil votos.
4. As propostas apresentadas na parte final do número anterior só serão votadas
se na respectiva reunião da Assembleia Geral estiverem presentes proponentes
que perfaçam pelo menos dois terços do número de votos exigível para
apresentação da proposta em causa.
5. As propostas para atribuição das distinções honoríficas mencionadas no nº1
serão objecto de votação secreta.
6. A atribuição do galardão Águia de Ouro carece de deliberação tomada por
maioria de dois terços dos votos expressos.
Artigo 23º
Atribuição pelo Plenário dos Órgãos Sociais
A atribuição das distinções honoríficas e galardões previstos nas alíneas d) e e) do
Artigo 20º e no nº 1 do Artigo 21º é da competência do Plenário dos Órgãos
Sociais, sob proposta da Direcção.
Artigo 24º
Emblemas de dedicação e Anel de Platina
1. O Emblema de Dedicação, em conformidade com o nº 3  do Artigo 5º, é
atribuído aos sócios que reúnam as seguintes condições:  a) Emblema de Dedicação de Prata aos sócios com vinte e cinco anos
de filiação associativa;
b) Emblema de Dedicação de Ouro aos sócios com cinquenta anos de
filiação associativa;
2. O Anel de Platina é atribuído aos sócios com setenta e cinco anos de filiação
associativa sendo, concomitantemente, agraciados com o título de sócios de
mérito.
Artigo 25º
Fundamentação para concessão
1. As propostas para atribuição dos galardões e distinções honoríficas carecem de
fundamentação apropriada, designadamente invocando  os motivos para a
respectiva concessão, salvo os previstos no Artigo 24º.
2. As distinções honoríficas poderão ser concedidas a título póstumo.
Artigo 26º
Regulamentação
1. Em obediência às regras estatutárias, a Direcção definirá, por regulamento, as
condições a que obedece a atribuição das distinções honoríficas, as
características técnicas dos galardões e respectivos diplomas.
2. As distinções honoríficas constantes das alíneas a) a e) do artigo 20º não
podem ser atribuídas a atletas profissionais ou subsidiados do Clube enquanto
nessa qualidade o representarem, nomeadamente, com fundamento em motivos
decorrentes da actividade desportiva.
Artigo 27º
Exclusão de distinções
1. As distinções honoríficas serão retiradas aos sócios distinguidos sempre que:
a) Peçam a exoneração;
b) Sejam expulsos;
c) Revelem ser indignos da distinção.
2. Não é permitida, em caso algum, a recuperação das distinções honoríficas que
tenham sido retiradas, nos termos do número anterior.
  SECÇÃO V – Sanções disciplinares
Artigo 28º
Infracções
Constitui infracção disciplinar dos sócios, punida disciplinarmente, a adopção de
qualquer dos comportamentos seguintes:
a) Desrespeitar os estatutos, regulamentos internos do Clube e
deliberações dos órgãos sociais;
b) Injuriar, difamar ou ofender os órgãos sociais do Clube ou qualquer
dos seus membros, durante ou por causa do exercício das suas
funções;
c) Atentar contra, prejudicar ou por qualquer outra forma impedir o
normal e legítimo exercício de funções dos órgãos sociais do Clube;
d) Ceder o respectivo cartão de associado a outrem, mesmo que não
seja apreendido.
Artigo 29º
Sanções
1. Os sócios que cometam qualquer das infracções referidas no artigo anterior
serão objecto, em conformidade com a gravidade da falta, das sanções seguintes:
a) Repreensão simples;
b) Repreensão registada;
c) Suspensão temporária;
d) Expulsão.
2. As sanções previstas no número anterior são aplicadas pela Direcção com
suporte nas conclusões de processo disciplinar, cujo levantamento e coordenação
lhe compete, levando em consideração as circunstâncias atenuantes e agravantes
que se indicam:
a) São circunstâncias atenuantes, nomeadamente,  o registo disciplinar
isento de qualquer sanção, os serviços relevantes prestados ao Clube
e, em geral, qualquer facto que diminua a responsabilidade do
infractor;  b) São circunstâncias agravantes, exclusivamente, a qualidade de
membro dos órgãos sociais ou de colaborador nomeado por qualquer
deles, a reincidência, a acumulação de infracções, a premeditação e o
grau de desprestígio público para o SPORT LISBOA E  BENFICA
resultante da infracção disciplinar.
3. A aplicação da sanção “Repreensão simples” não carece de processo
disciplinar.
4. As infracções praticadas por membros dos órgãos sociais em exercício de
funções, cuja sanção se traduza em suspensão superior a seis meses, implicam
para o infractor a imediata perda do mandato e a impossibilidade de se candidatar
a qualquer cargo no mandato imediatamente seguinte.
5. A aplicação das sanções previstas nas alíneas c), e d) do nº 1 carecem de
parecer prévio, sem carácter vinculativo, do Plenário dos Órgãos Sociais.
Artigo 30º
Exclusão de sanção
Não constitui sanção disciplinar, mas mero acto administrativo da competência da
Direcção e constante de regulamento próprio, a suspensão ou exclusão de sócio
que tenha deixado de pagar quotas e outras contribuições em conformidade com o
disposto na alínea h) do nº 1 do Artigo 18º.
Artigo 31º
Recursos
1. São objecto de recurso as decisões e deliberações de aplicação das sanções
previstas na presente Secção, a apresentar no prazo de trinta dias a contar da
notificação, seguindo o seguinte regime:
a) Para o Plenário dos Órgãos Sociais quando aplicadas as sanções
previstas nas alíneas a) e b) do Artigo 29º;
b) Para a Assembleia Geral quando aplicadas as sanções previstas nas
alíneas c) e d) do Artigo 29º.
2. Os recursos têm efeitos meramente devolutivos, excepto os de aplicação de
sanção de suspensão superior a seis meses a membros dos órgãos sociais e
qualquer sanção de expulsão, tendo ambos efeitos suspensivos.
.  SECÇÃO VI – Readmissão de Sócios
Artigo 32º
Reingresso de sócios
1. Podem reingressar nos quadros sociais do Clube os antigos associados:
a) Exonerados a seu pedido;
b) Excluídos por falta de pagamento de quotas e outras contribuições;
c) Expulsos mediante processo disciplinar quando, em Assembleia Geral
expressamente convocada para o efeito, for aprovada a sua
readmissão por maioria de dois terços dos votos expressos.
2.  Não poderá ser readmitido o indivíduo que, tendo perdido a qualidade de
sócio, tente readquiri-la através de meios fraudulentos.
Artigo 33º
Recuperação do número de sócio
A readmissão poderá conferir ao antigo associado o  direito de recuperar o seu
número de origem, bem como a qualidade de sócio, mediante a condição de pagar
todas as quotas e demais contribuições relativas ao período de ausência de
associado, calculadas face aos valores vigentes na data do pedido.
CAPÍTULO IV – ORÇAMENTO, RELATÓRIO E CONTAS
Artigo 34º
Exercício económico e princípios financeiros gerais
1. O exercício económico anual do Clube decorrerá do primeiro dia de Julho de
um ano de calendário ao último dia de Junho do ano de calendário seguinte.
2. A contabilização da gestão económico-financeira será efectuada de acordo com
o Sistema de Normalização Contabilística e para efeitos de consolidação de
contas de acordo com as normas internacionais, com as adaptações que constem
das normas contabilísticas respeitantes às actividades desportivas.
3.  As despesas do Clube visam unicamente a realização dos seus fins e a
manutenção, directa ou indirecta, das respectivas actividades.  4. A angariação de fundos, seja qual for o fim a que se destinem, mediante
donativos ou subscrições, por intermédio de sócios individuais ou constituídos em
comissão, carece de prévia autorização da Direcção.
5. O produto das operações de alienação de bens imóveis deliberadas pela
Assembleia Geral ou pela Direcção nos termos da alínea l) do nº 1 do Artigo 50º
será consignado a operações de investimento ou de diminuição do passivo do
Clube.
Artigo 35º
Orçamento
1. A Direcção submeterá à Mesa da Assembleia Geral, até quinze de Junho do
ano anterior àquele a que respeita, os orçamentos de exploração e de
investimentos para cada exercício económico, acompanhados do plano de
actividades e do parecer do Conselho Fiscal.
2. Os orçamentos de exploração não deverão registar resultados líquidos de sinal
negativo, salvo se, por razões justificadas pela Direcção e pelo Conselho Fiscal, a
Assembleia Geral deliberar nesse sentido.
3. A Direcção poderá apresentar, no decurso do exercício económico, orçamentos
suplementares, de carácter rectificativo, acompanhados da respectiva exposição
de motivos e parecer do Conselho Fiscal.
4. A gestão orçamental deve ser conduzida de forma rigorosa e transparente,
sendo os membros da Direcção pessoalmente responsáveis por qualquer desvio
negativo relativamente ao orçamento de exploração que não tenha justificação
legal ou estatutária.
5. Os sócios, individual ou colectivamente, estão impedidos de apresentar em
Assembleia Geral propostas de alteração que envolvam, no ano económico em
curso, qualquer aumento das despesas ou diminuição das receitas do Clube, tal
como previstas no orçamento.
Artigo 36º
Relatório de gestão e contas do exercício
1. A Direcção elaborará e submeterá à Mesa da Assembleia Geral, até trinta de
Setembro, o relatório de gestão, as contas do exercício, bem como os demais
documentos de prestação de contas relativos ao ano  económico anterior,
acompanhados do relatório e parecer do Conselho Fiscal.
2. O relatório de gestão e as contas do exercício devem ser assinados por todos
os membros da Direcção em exercício de funções, devendo ser justificado em
documento adrede, a recusa de qualquer dos membros.  3. O relatório de gestão deve conter uma exposição fiel e clara sobre a evolução
das actividades do SPORT LISBOA E BENFICA, reflectindo com exactidão as
alterações patrimoniais e a evolução da estrutura dos custos e dos proveitos,
devendo ser acompanhado de parecer específico de empresa de auditoria de
reconhecida idoneidade.
4. A Direcção remeterá ao Conselho Fiscal os documentos previstos no nº 1 até
ao dia 31 de Agosto de cada ano.
Artigo 37º
Consultas dos sócios
1. O orçamento, o relatório de gestão, as contas do exercício e os documentos
referidos no nº 1 do Artigo 35º e nº 1 do Artigo 36º devem ficar à disposição dos
sócios, na sede do Clube e nas horas de expediente, a partir do oitavo dia
anterior à data designada para a realização da respectiva Assembleia Geral.
2. As consultas dos documentos referidos no número anterior só podem ser feitas
pelos sócios que as tenham requerido.
Artigo 38º
Violação de prazos
1. A violação, por um período superior a quarenta e cinco dias, dos deveres
estabelecidos nos Artigos 35º e 36º por parte da Direcção ou do Conselho Fiscal
implica, em relação ao órgão em falta, a cessação imediata da totalidade dos
mandatos dos seus membros, ficando estes impossibilitados de se
recandidatarem nas eleições imediatamente seguintes a qualquer cargo dos
órgãos sociais, sem prejuízo do disposto nos números 2 e 3 do presente artigo.
2. Sempre que ocorram eleições intercalares para a Direcção ou para o Conselho
Fiscal nos três meses que antecedam o termo dos prazos mencionados no nº 1 do
Artigo 35º e nº 1 do Artigo 36º, esses prazos consideram-se automaticamente
prorrogados para três meses após a proclamação dos  eleitos, resultando da
violação dos mesmos as consequências previstas no número anterior.
3. A Assembleia Geral, em face de proposta fundamentada, pode revogar a perda
de mandatos prevista nos números anteriores, cuja deliberação carece da maioria
de dois terços dos votos expressos.
CAPITULO V – VINCULAÇÃO
Artigo 39º
Vinculação do Clube
Em conformidade com o estatuído no Artigo 59º, o SPORT LISBOA E BENFICA
vincula-se com a assinatura de dois membros efectivos da Direcção, sendo um
deles o Presidente da Direcção ou quem legalmente o substitua, sem prejuízo da
delegação de poderes e da constituição de procuradores.
CAPÍTULO VI – ÓRGÃOS SOCIAIS
SECÇÃO I – Disposições Genéricas
Artigo 40º
Órgãos Sociais
1. O SPORT LISBOA E BENFICA realiza os seus fins através dos órgãos sociais
que são:
a) A Assembleia Geral, a Mesa e o seu Presidente;
b) A Direcção;
c) O Conselho Fiscal.
2. Consideram-se titulares ou membros dos órgãos sociais, para efeito dos
presentes Estatutos, os titulares dos órgãos indicados no número anterior, com
excepção dos sócios, como tais, enquanto membros da Assembleia Geral.
3. Salvo as excepções previstas nos presentes Estatutos estão impedidos de se
candidatarem e de exercerem cargos nos órgãos sociais:
a) Empregados do clube ou de qualquer empresa ou entidade onde este
participe, salvo onde a participação se reduza a meros interesses
financeiros;
b) Empregados ou dirigentes da hierarquia desportiva, cultural e
recreativa, com excepção das funções de representação do Clube.
  Artigo 41º
Exercício e responsabilidade dos membros dos órgãos sociais
1. Os membros dos órgãos sociais, no desempenho das atribuições que lhes
estão cometidas, regem-se pela estrita obediência aos princípios e normas legais,
estatutárias e regulamentares, exercendo as competências para os cargos que
foram eleitos com a maior dedicação, empenho e transparência.
2. Os membros dos órgãos sociais são solidariamente responsáveis pelas
deliberações dos órgãos a que pertencem excepto quando tenham feito
declaração de voto de discordância, registada na acta da reunião em que a
deliberação foi tomada, ou na da primeira reunião a que assistam em caso de
ausência comprovada daquela.
3. A responsabilidade mencionada no número anterior cessa sempre que em
Assembleia Geral sejam aprovadas as deliberações adoptadas excepto se vier a
verificar-se terem sido tomadas com dolo ou fraude.
4. Quando o Clube for obrigado a indemnizar terceiros por prejuízos resultantes de
deliberação conjunta ou isolada de órgãos sociais,  em violação da lei ou dos
estatutos, deve ser exercido o direito de regresso contra os respectivos membros.
5. Compete ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral tomar as providências
necessárias à execução do estabelecido no número anterior, convocando uma
reunião extraordinária da Assembleia Geral onde a proposta respectiva será
objecto de votação secreta.
Artigo 42º
Duração de mandato e eleições antecipadas
1. O mandato dos titulares dos órgãos sociais é de quatro anos.
2. Sem prejuízo do regime fixado nos presentes Estatutos para os casos de
cessação antecipada do mandato, os titulares dos órgãos sociais mantêm-se em
funções até à proclamação dos sucessores.
3. Com prejuízo do estabelecido no número 1, é seguido o seguinte regime no
caso de eleições antecipadas:
a) Para a totalidade dos órgãos sociais o mandato terminará em Outubro
do quarto ano de calendário seguinte;
b) Nos restantes casos, o mandato dos titulares eleitos tem início com a
proclamação dos resultados e termina conjuntamente com o mandato
geral em curso.
  Artigo 43º
Cessação de mandato
1. O mandato cessa antecipadamente por morte, impossibilidade física, perda da
qualidade de sócio, perda de mandato nos casos previstos no Artigo 38º, situação
de incompatibilidade, renúncia ou destituição.
2. Além das situações expressamente previstas nestes Estatutos, constituem
causa de cessação do mandato da totalidade dos titulares do respectivo órgão
social:
a) Na Direcção, a cessação do mandato da maioria dos seus membros
eleitos, efectivos e suplentes;
b) No Conselho Fiscal, a cessação do mandato da maioria dos seus
membros eleitos, efectivos e suplentes;
c) Na Mesa da Assembleia Geral, a cessação do mandato dos
respectivos Presidente e Vice-Presidente.
Artigo 44º
Incompatibilidades
1. A qualidade de titular de um órgão social do SPORT  LISBOA E BENFICA é
incompatível com a qualidade de titular de outro, com excepção dos casos
previstos nos presentes Estatutos.
2. A qualidade de titular de um órgão social do SPORT  LISBOA E BENFICA é
ainda incompatível com o exercício de funções em outros clubes, em sociedades
desportivas por estes promovidas e em sociedades comerciais ou outras
entidades de que outro clube desportivo tenha sido  fundador, directa ou
indirectamente, salvo o estatuído no número seguinte.
3. Fica excluída da incompatibilidade fixada no número anterior o exercício de
funções em clubes desportivos ou em sociedades desportivas promovidas por
outro clube, quando não se dediquem, e enquanto não se dedicarem, a qualquer
modalidade profissional praticada pelo SPORT LISBOA E BENFICA ou por
sociedades desportivas por si promovidas.
4. Os membros dos órgãos sociais não podem, directa ou indirectamente,
estabelecer com o Clube e sociedades em que este tenha participação relevante,
relações comerciais ou de prestação de serviços, ainda que por interposta pessoa,
considerando-se para estes efeitos, nomeadamente, o cônjuge, ascendentes e
descendentes.
5. Ficam excluídas das incompatibilidades fixadas no número anterior as relações
comerciais estabelecidas no âmbito do patrocínio a  qualquer das modalidades desportivas praticadas pelo Clube ou por sociedades ou entidades em que
participa ou tutela.
6. É expressamente vedada a concessão de empréstimos,  adiantamentos ou
créditos a membros dos órgãos sociais, efectuar pagamentos por conta deles e
prestar garantias a obrigações por eles contraídas, salvo as despesas
comprovadamente efectuadas ou a efectuar da responsabilidade do Clube.
7. Não se considera incompatibilidade dos titulares dos órgãos sociais os cargos
exercidos, com a anuência da Direcção, em “clubes-satélite”.
8. Não é permitido o exercício de cargo em qualquer órgão social do SPORT
LISBOA E BENFICA ao membro que se encontre em situação de
incompatibilidade, sem que antes renuncie ao cargo ou função que a gera.
9. Os titulares dos órgãos sociais não são remunerados, incluindo nas empresas
participadas e sociedades desportivas ou outras onde o Clube tenha interesses.
10. A inobservância ao preceituado nos números anteriores, considerando as
excepções previstas, determina a perda automática de mandato e a
impossibilidade de candidatura no mandato seguinte.
Artigo 45º
Renúncia dos membros
1. A renúncia dos titulares dos órgãos sociais é apresentada ao Presidente da
Mesa da Assembleia Geral, salvo se for este o renunciante, caso em que é
apresentada ao Presidente do Conselho Fiscal.
2. O efeito da renúncia não depende de aceitação e produz-se no último dia do
mês seguinte àquele em que for apresentada, salvo se entretanto se proceder à
substituição do renunciante.
3. Se a renúncia, individual ou colectiva, constituir causa da cessação do mandato
da totalidade dos membros do órgão, só produzirá efeito com a proclamação da
eleição dos sucessores salvo se, entretanto, for designada a comissão prevista no
artigo 47º quanto ao órgão que substitua.
Artigo 46º
Revogação de mandatos
1. O mandato dos membros dos órgãos sociais é revogável, individual ou
colectivamente, nos termos previstos na lei.
2. A revogação dos mandatos dos membros da Direcção e  do Conselho Fiscal
depende de justa causa e é deliberada em Assembleia Geral por voto secreto,
podendo serem usados meios electrónicos.  3. O processo para a destituição cessa quanto ao visado ou visados que
entretanto renunciem, produzindo nesse caso a renúncia efeito imediato, salvo o
disposto no número 3 do artigo anterior.
Artigo 47º
Inexistência de candidaturas para os órgãos sociais
1. Verificando-se causa de cessação de mandato da totalidade dos membros da
Direcção ou do Conselho Fiscal e não havendo candidaturas, bem como, no caso
de convocadas eleições para qualquer daqueles órgãos, o Presidente da Mesa da
Assembleia Geral designará de entre os sócios efectivos com mais de dez anos
de filiação associativa:
a) Uma Comissão de Gestão composta por cinco ou sete membros que
exercerá as funções que cabem à Direcção;
b) Uma Comissão de Fiscalização composta de três ou cinco membros
que exercerá as funções que cabem ao Conselho Fiscal.
2. No prazo de seis meses deve ser convocada Assembleia Geral eleitoral para a
eleição da Direcção, do Conselho Fiscal ou de ambos, conforme for o caso,
cessando as funções, com a proclamação dos eleitos, a comissão ou comissões
em causa.
Artigo 48º
Conclusão dos processos eleitorais
Os processos eleitorais previstos na presente Secção estarão impreterivelmente
concluídos no prazo de quarenta e cinco dias.
SECÇÃO II – Assembleia Geral
Artigo 49º
Atribuições
1. A Assembleia Geral é o órgão em que reside o poder supremo do Clube, sede
de debate e votação dos interesses gerais do SPORT LISBOA E BENFICA com
os limites legais e estatutários.
2. Considerando os poderes consignados no número anterior, as deliberações dos
órgãos sociais são passíveis de reclamação ou recurso, em última instância se
outra estatutariamente não estiver prevista, para a Assembleia Geral.  3. Apenas as deliberações da Assembleia Geral são impugnáveis nos termos
gerais de direito.
Artigo 50º
Competências
1. Compete à Assembleia Geral, sem prejuízo do prescrito em outras normas
estatutárias e na lei, apreciar, discutir e deliberar sobre os interesses gerais do
Clube, nomeadamente:
a) Velar pelo cumprimento dos Estatutos e aprovar as respectivas
alterações;
b) Eleger e destituir os membros dos órgãos sociais;
c) Deliberar sobre as exposições ou petições apresentadas pelos órgãos
sociais ou pelos sócios;
d) Deliberar sobre a readmissão dos sócios que tenham sido expulsos;
e) Julgar os recursos que perante ela tenham sido interpostos nos
termos estatutários;
f) Atribuir galardões e conceder distinções honoríficas, cuja competência
lhe seja atribuída, nos termos dos Estatutos ou regulamentos;
g) Apreciar e votar o orçamento anual e o respectivo plano de
actividades, bem como os orçamentos suplementares;
h) Apreciar, discutir e votar o relatório de gestão e as contas do exercício
bem como o relatório e parecer do Conselho Fiscal relativamente a
cada ano económico;
i) Fixar ou alterar, sob proposta da Direcção, o valor das quotas dos
associados ou de outras contribuições obrigatórias, em estrita
observância do nº 5 do Artigo 35º;
j) Em observância das condições estatutárias e regulamentares, e sob
proposta fundamentada da Direcção, autorizar a aquisição ou
alienação de bens imóveis, bem como as garantias que onerem bens
imóveis, consignem rendimentos afectos ao Clube e transmitam
participações sociais de empresas participadas;
k) Autorizar a Direcção a contrair empréstimos e outras operações de
crédito, emitir dívida, prestar garantias pessoais  e reais de valor
superior a um milhão de euros, devendo todas estas  operações ser
suportadas em parecer prévio do Conselho Fiscal.   2. A Assembleia Geral pode ainda pronunciar-se sobre qualquer outra matéria que
lhe seja submetida pelo Presidente da Assembleia Geral, pela Direcção ou pelo
Conselho Fiscal, desde que não contrariem disposições estatutárias ou legais.
3. A Assembleia Geral pode criar comissões, constituídas por sócios com
capacidade eleitoral activa, para o estudo de quaisquer assuntos relevantes para
as actividades do Clube.
Artigo 51º
Constituição e atribuição de número de votos aos sócios
1. A Assembleia Geral é constituída pelos sócios efectivos e correspondentes com
mais de um ano de filiação associativa cabendo-lhes, em todas as votações salvo
expressa indicação estatutária, o seguinte número de votos:
a) Sócios com mais de um ano de filiação associativa e até cinco anos –
Um Voto;
b) Sócios com mais de cinco anos de filiação associativa e até dez anos
– Cinco Votos;
c) Sócios com mais de dez anos de filiação associativa e até vinte e
cinco anos – Vinte Votos;
2. Aos sócios efectivos com mais de vinte cinco anos de filiação associativa são
atribuídos Cinquenta Votos.
3. O número de votos atribuídos aos sócios, nos termos dos números anteriores,
releva também para efeitos de requerimentos, pedidos de convocação de
assembleias-gerais, propositura de candidaturas e referendos.
Artigo 52º
Número de votos das Filiais, Casas do Benfica e Delegações
As Filiais, Casas do Benfica e Delegações a que se  refere o Capítulo VIII dos
presentes Estatutos poderão tomar parte nas reuniões da Assembleia Geral,
representadas por um delegado, devidamente credenciado, cabendo-lhes o
seguinte número de votos:
a) Filiais e Delegações – Vinte Votos;
b) Casas do Benfica – Cinquenta Votos.
  Artigo 53º
Atribuições e composição da Mesa
1. A Assembleia Geral é dirigida pela respectiva Mesa  que é composta pelos
seguintes membros:
a) Presidente;
b) Vice-Presidente;
c) Dois Secretários efectivos e um suplente.
2. O Presidente da Mesa da Assembleia Geral terá obrigatoriamente pelo menos
vinte e cinco anos ininterruptos como sócio efectivo, concomitantes com a data da
eleição.
Artigo 54º
Presidente da Mesa
1. O Presidente da Mesa da Assembleia Geral é a entidade mais representativa
dos sócios e tem por atribuições:
a) Garantir a legalidade no seio do SPORT LISBOA E  BENFICA,
cumprindo e fazendo cumprir os preceitos estatutários;
b) Convocar a Assembleia Geral, indicando a ordem de trabalhos
respectiva;
c) Proclamar os sócios eleitos para os respectivos cargos mediante auto
que mandará lavrar e que assinará;
d) Praticar todos os outros actos que sejam da sua  competência nos
termos estatutários ou legais.
2. O Presidente é substituído, nas suas faltas e impedimentos, pelo VicePresidente; na falta ou impedimento deste, pelos restantes membros da mesa,
segundo a ordem por que foram indicados na lista em foram eleitos; na falta ou
impedimento de todos será o Presidente substituído pelo Presidente do Conselho
Fiscal ou por quem fizer as suas vezes.
Artigo 55º
Reuniões
1. As reuniões das Assembleias Gerais são ordinárias e extraordinárias.
2. As reuniões ordinárias realizam-se:  a) De quatro em quatro anos, entre vinte e quatro e trinta e um de
Outubro para a eleição da Mesa da Assembleia Geral, da Direcção e
do Conselho Fiscal;
b) Anualmente, até quinze de Junho, para apreciar e votar o orçamento
de despesas e receitas, o plano de actividades e o  parecer do
Conselho Fiscal;
c) Anualmente, até trinta de Setembro, para apreciar, discutir e votar o
relatório de gestão, as contas do exercício, bem como os demais
documentos de prestação de contas relativos ao ano  económico
anterior, acompanhados do relatório e parecer do Conselho Fiscal.
3. As reuniões extraordinárias da Assembleia Geral podem ser da iniciativa do
Presidente da Mesa, a pedido da Direcção ou do Conselho Fiscal, ou de um
número de sócios efectivos no pleno gozo dos seus direitos, cujos proponentes,
na sua totalidade e com observância dos demais preceitos estatutários, perfaçam
pelo menos dez mil votos.
4. O pedido dos sócios previsto no número anterior será entregue ao Presidente
da Mesa e, para ser considerado, terá de conter cabal fundamentação dos
assuntos a sujeitar à discussão.
5. As reuniões da Assembleia Geral a pedido dos sócios, nos termos dos números
anteriores, só se realizarão se estiverem presentes sócios requerentes que
representem pelo menos dois terços dos votos exigíveis no nº 3.
6.Os sócios requerentes das reuniões extraordinárias da assembleia-geral que a
elas não compareçam sem motivo justificado ficam inibidos, pelo prazo de dois
anos a contar da data da falta, de requerer novas reuniões e, bem assim, de votar
em quaisquer outras reuniões ordinárias ou extraordinárias, nomeadamente as de
âmbito eleitoral.
7.Das reuniões da assembleia-geral serão lavradas actas a registar, incluindo por
meios informáticos, em livro que poderá ser de folhas soltas desde que nele
constem os termos de abertura e encerramento assinados pelo Presidente da
Mesa, bem como as restantes folhas rubricadas.
Artigo 56º
Modo de funcionamento
1. As reuniões da Assembleia Geral realizam-se na sede ou em outras instalações
do Clube podendo, excepcionalmente e por motivos ponderosos, realizar-se em
outros locais.
2. As Assembleias Gerais serão convocadas por meio de  anúncios insertos em
dois jornais diários, além do jornal do Clube, com a antecedência mínima de dez dias se o prazo, por disposição dos presentes Estatutos, não dever ser diferente, e
onde deve constar a ordem de trabalhos, a data, hora e local de realização.
3. As Assembleias Gerais, salvo as de âmbito eleitoral, só podem funcionar em
primeira convocação com a presença da maioria absoluta dos sócios com direito
de voto; quando tal não se verificar funcionarão meia hora depois, em segunda
convocação, qualquer que seja o número de sócios presentes se o aviso
convocatório assim o determinar, excepto se a lei ou os Estatutos impuserem uma
maioria qualificada para alguma das deliberações constantes da ordem de
trabalhos e o número de sócios presentes não assegurar esse “quorum”.
4. Nas assembleias gerais apenas podem ser tomadas deliberações sobre
assuntos que integrem a ordem de trabalhos, salvo as de simples saudação e
pesar.
5. Esgotada a ordem de trabalhos, o Presidente da Mesa pode conceder um
período de tempo, não superior a uma hora, para serem apresentados assuntos
de interesse para o Clube, ficando impedida qualquer abordagem, ainda que de
forma indirecta, aos assuntos deliberados na respectiva reunião.
6. O Presidente da Mesa, perante circunstâncias excepcionais, pode interromper
as reuniões da Assembleia Geral, declarando-as suspensas ou terminadas antes
de esgotados os assuntos incluídos nas respectivas ordens de trabalhos.
7. O Presidente da Mesa pode ainda expulsar das reuniões da Assembleia Geral
qualquer sócio que viole o dever contido na alínea  j) do nº 1 do Artigo 18º,
obrigando-se a que o facto seja lavrado em acta tendo em vista o competente
processo disciplinar.
Artigo 57º
Deliberações e referendo
1. Salvo disposição em contrário da lei ou dos presentes Estatutos, as
deliberações da Assembleia Geral são tomadas por maioria absoluta dos votos
dos associados presentes, podendo, sempre que a Mesa o determine, ser a
votação efectuada por meios electrónicos, designadamente, nos actos eleitorais.
2. As deliberações relativas à alienação ou oneração de imóveis ou de
participações sociais exigem maioria de pelo menos dois terços dos votos.
3. Sobre assuntos concretos e de carácter excepcional  os sócios efectivos e os
sócios correspondentes do SPORT LISBOA E BENFICA podem pronunciar-se
através de referendo, cabendo em exclusivo à Direcção a proposta e à
Assembleia Geral a autorização do mesmo e as condições em que se realiza.
4. Sendo negada a autorização do referendo pela Assembleia Geral não pode ser
proposto sobre o mesmo assunto novo referendo sem que sejam passados dois
anos sobre a data da rejeição.
Artigo 58º
Actos eleitorais
1. Nos actos eleitorais da competência da Assembleia Geral poderá a Mesa
determinar a instalação de tantas secções de voto quantas as necessárias à mais
ampla participação dos sócios e a um normal desenvolvimento do acto eleitoral,
sendo, pelo menos uma, obrigatoriamente na sede do Clube.
2. As eleições para os órgãos sociais, da competência da Assembleia Geral, farse-ão por lista completa, com indicação expressa dos cargos a que cada membro
se candidata, considerando-se eleita a lista que obtiver mais votos do que
qualquer uma das outras.
3. Compete ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral admitir as candidaturas,
verificar da sua regularidade, podendo dar um prazo de quarenta e oito horas para
a correcção de qualquer deficiência na apresentação das mesmas, notificando
para o efeito, por qualquer modo, o primeiro proponente.
4. As candidaturas são apresentadas até ao décimo dia  que preceda a data
marcada para a eleição ou até o primeiro dia útil seguinte a esse, se o décimo dia
for sábado, domingo ou feriado.
5. As candidaturas terão de ser propostas por sócios com capacidade eleitoral
activa onde constem o nome, número de sócio e assinatura e que representem na
sua totalidade pelo menos dez mil votos, devendo vir acompanhadas dos termos
de aceitação dos candidatos.
6. As reuniões da Assembleia Geral destinadas aos actos eleitorais funcionam
sem debate, nelas se procedendo apenas por voto secreto, com observância dos
Artigos 51º e 52º.
7. O Presidente da Mesa da Assembleia Geral, atento o disposto na alínea c) do
nº 1 do Artigo 54º, deve proclamar os eleitos imediatamente após o apuramento
dos resultados eleitorais, envolvendo a proclamação a investidura no exercício dos
cargos para os quais os proclamados foram eleitos.
SECÇÃO III – Direcção
Artigo 59º
Atribuições
A Direcção é o órgão de governo do SPORT LISBOA E BENFICA, tendo por
primordial função promover e desenvolver em geral as actividades associativas, praticar actos de gestão e administração, representação e disposição, adequados
à realização dos fins do Clube.
Artigo 60º
Competências
1. Sem prejuízo das competências atribuídas à Direcção em outras normas
estatutárias, compete-lhe, nomeadamente, o seguinte:
a) Executar as deliberações dos outros órgãos sociais, estatutariamente
previstas, em especial as produzidas pela Assembleia Geral.
b) Fomentar, definir e dirigir a política desportiva do Clube;
c) Tutelar e superintender o exercício, directo e indirecto, das actividades
comerciais do SPORT LISBOA E BENFICA;
d) Designar os representantes do Clube às assembleias gerais das
sociedades anónimas desportivas e comerciais em cujo capital social
o SPORT LISBOA E BENFICA participa, dando-lhes instruções e
conferindo-lhes mandato para indicar nas referidas  sociedades os
titulares a cargos sociais a que o Clube tenha direito;
e) Designar os representantes do Clube nos diversos organismos da
hierarquia desportiva e associativa;
f) Prestar esclarecimentos e fornecer os elementos  solicitados pelo
Conselho Fiscal e solicitar-lhe pareceres;
g) Solicitar pareceres, ainda que não vinculativos, às entidades
coadjuvantes estatutariamente consagradas;
h) Proceder à admissão de sócios, autorizar as mudanças de categorias
e exclui-los, em conformidade com os estatutos e regulamentos;
i) Dispensar do pagamento de quotas os sócios, em conformidade com
as disposições estatutárias e regulamentares;
j) Criar as condições de isenção e transparência no âmbito dos
procedimentos sancionatórios aos sócios;
k) Fomentar a criação de Casas do Benfica e demais  delegações do
Clube, definindo o correcto enquadramento, também das existentes,
nos princípios que norteiam o SPORT LISBOA E BENFICA, em
conformidade com as disposições estatutárias e regulamentares;
l) Fomentar e desenvolver os meios de informação próprios do Clube e
das empresas onde este participa, promovendo, em especial, a edição
e gestão do Jornal Oficial do SPORT LISBOA E BENFICA;  m) Definir a política de recursos humanos, promovendo as admissões e
dispensas que considere oportunas, fixando as categorias, os horários
e as remunerações e, bem assim, executar o poder disciplinar;
n) Colaborar com os poderes públicos em tudo quanto contribua para
atingir e desenvolver os fins do Clube;
o) Promover a regulamentação que se mostre necessária à vida interna
do Clube.
2. A Direcção deve submeter à Assembleia Geral para aprovação, nos prazos
estatutariamente previstos, o orçamento anual, o relatório de gestão e as contas
do exercício.
Artigo 61º
Constituição
1. A Direcção é constituída pelos seguintes membros:
a) Presidente;
b) Quatro ou seis Vice-Presidentes efectivos;
c) Dois Vice-Presidentes suplentes.
2. O Presidente da Direcção terá obrigatoriamente pelo menos vinte e cinco  anos
ininterruptos como sócio efectivo, concomitantes com a data da eleição.
3. Sem prejuízo das competências próprias e das resultantes de regulamento
próprio de funcionamento da Direcção, o Presidente deve:
a) Designar o Vice-Presidente que o substitua nas suas ausências e
impedimentos;
b) Atribuir pelouros aos Vice-Presidentes;
c) Delegar competências estatutariamente permitidas.
4. Os Vice-Presidentes suplentes exercerão funções em  substituição, por
impedimento definitivo dos Vice-Presidentes efectivos, segundo a ordem da lista
de candidatura.
Artigo 62º
Modo de funcionamento e deliberações
1. Compete ao Presidente da Direcção convocar e presidir às reuniões da
Direcção sendo, nas suas faltas e impedimentos, substituído pelo Vice-Presidente,
designado nos termos da alínea a) do nº 3 do Artigo 61º.  2. O Presidente da Direcção fica obrigado a convocar reuniões da Direcção
sempre que as mesmas sejam pedidas pela maioria dos membros em efectividade
de funções.
3.  A Direcção só reunirá se estiver presente a maioria dos seus membros em
efectividade de funções devendo, sem prejuízo de ulterior regulamentação, reunir
pelo menos uma vez por mês.
4. As deliberações da Direcção são tomadas por voto nominal e são válidas se
colherem a maioria dos votos presentes, tendo o Presidente da Direcção, em caso
de empate, voto de qualidade.
5. Os Presidentes da Mesa da Assembleia Geral e do Conselho Fiscal podem
participar nas reuniões da Direcção mas sem direito a voto.
SECÇÃO IV – Conselho fiscal
Artigo 63º
Atribuições
O Conselho Fiscal é o órgão social que tem como primordial função a fiscalização
das actividades do SPORT LISBOA E BENFICA, em especial as de natureza
financeira, devendo zelar para que se cumpram as disposições legais a que o
Clube está sujeito, se observem com rigor as disposições estatutárias e se
cumpram com prontidão as deliberações da Assembleia Geral.
Artigo 64º
Competências
1. Compete ao Conselho Fiscal, sem prejuízo do disposto em outras normas
estatutárias:
a) Fiscalizar os actos administrativos e financeiros da Direcção;
b) Dar parecer sobre qualquer assunto proposto pela Direcção no âmbito
da gestão do Clube;
c) Dar parecer sobre o relatório da gestão, as contas do exercício e
ainda sobre os orçamentos ordinários e suplementares;
d) Dar parecer quanto aos empréstimos e outras operações de crédito,
emissão de dívida e prestação de garantias, pessoais e reais, e
também quanto à alienação de participações sociais  de empresas
participadas;  e) Verificar a regularidade dos livros, registos contabilísticos e
documentos que lhes servem de suporte;
f) Verificar, quando o julgue conveniente e pela forma que entenda
adequada, a extensão da caixa e as existências de qualquer espécie
de bens ou valores pertencentes ao SPORT LISBOA E BENFICA ou
por ele recebidos em garantia, depósito ou a qualquer outro título;
g) Obter da Direcção, ou de qualquer dos seus membros, as informações
e esclarecimentos que repute necessários sobre quaisquer operações
relevantes de natureza económica ou financeira, realizadas ou em
curso, resultantes do exercício das competências previstas na alínea
a) e sobre as quais existam dúvidas sobre a adequação aos
interesses do Clube;
h) Participar à Direcção quaisquer irregularidades, ou indício delas, que
tenha detectado no exercício das suas funções e que sejam
imputáveis a empregados ou colaboradores do Clube,  com vista à
imputação de responsabilidades e aplicação das devidas sanções;
i) Solicitar a convocação da Assembleia Geral e do Plenário dos Órgãos
Sociais.
2. Sempre que o Conselho Fiscal apure qualquer irregularidade imputável a
membro da Direcção, sem prejuízo do levantamento de processo disciplinar pelo
Presidente do Conselho Fiscal, o facto será obrigatoriamente participado ao
Presidente da Mesa da Assembleia Geral.
3. O parecer sobre o relatório de gestão e sobre as contas, previsto na primeira
parte da alínea c) do nº 1 deverá ser acompanhado do relatório da empresa de
auditoria a que se refere o nº 3 do Artigo 36º, constituindo anexo obrigatório.
4. Os membros do Conselho Fiscal são pessoal e solidariamente responsáveis
com o infractor pelas respectivas irregularidades se delas tiverem tomado
conhecimento e não adoptarem as providências adequadas.
Artigo 65º
Constituição
1. O Conselho Fiscal é composto pelos seguintes membros:
a) Presidente;
b) Vice-Presidente;
c) Três vogais efectivos e um suplente.  2. O Presidente do Conselho Fiscal terá obrigatoriamente pelo menos vinte e
cinco anos ininterruptos como sócio efectivo, concomitantes com a data da
eleição.
3. Nas suas ausências e impedimentos o Presidente será substituído pelo VicePresidente.
4. O vogal suplente entrará em funções no caso de impedimento definitivo de
qualquer dos vogais efectivos.
5. Um dos vogais efectivos deverá ser, preferencialmente, revisor oficial de
contas.
Artigo 66º
Modo de funcionamento e deliberações
1. O Conselho Fiscal não pode reunir sem que esteja presente a maioria dos seus
membros em efectividade de funções, sendo as deliberações tomadas por voto
nominal e aprovadas as que recolham a maioria dos votos presentes.
2. O Conselho Fiscal reunirá sempre que seja convocado pelo seu Presidente ou
por quem legalmente o substitua, podendo ser convocado a pedido de pelo menos
dois dos seus membros;
3. Sem prejuízo do disposto no número anterior, o Conselho Fiscal reunirá
semestralmente com a Direcção para apreciar as contas e a respectiva execução
orçamental, obrigando-se a emitir parecer sobre a situação económica e financeira
do Clube, o qual constará da competente acta da reunião.
CAPÍTULO VII – ENTIDADES COADJUVANTES
SECÇÃO I – Fins, natureza das competências e designação
Artigo 67º
Atribuições
As entidades coadjuvantes têm como principal função auxiliar os órgãos sociais
em geral e, em particular, o Presidente da Direcção na prossecução das
actividades do Clube e na defesa dos legítimos interesses dos sócios, tendo
competências de natureza consultiva, sem prejuízo de outras de diferente
natureza, estatutariamente previstas.
  Artigo 68º
Designação
São Entidades Coadjuvantes:
a) O Plenário dos Órgãos Sociais;
b) O Conselho Estratégico.
SECÇÃO II – Plenário dos Órgãos Sociais
Artigo 69º
Constituição e modo de funcionamento
1. O Plenário dos Órgãos Sociais é composto por todos os membros eleitos dos
órgãos sociais, efectivos e suplentes, sendo convocado e presidido pelo
Presidente da Mesa da Assembleia Geral ou por quem  o substitua e podendo
produzir recomendações.
2. Podem ser convocados para participar no Plenário dos Órgãos Sociais, sem
direito a voto, funcionários e dirigentes do Clube  bem como titulares de cargos
sociais das empresas participadas, com vista a prestarem esclarecimentos sobre
as matérias em debate.
3. O Plenário dos Órgãos Sociais reúne em sessão ordinária, quadrimestralmente,
a fim de apreciar a situação geral do Clube nas suas diversas actividades,
podendo reunir em sessão extraordinária para tratar de outros assuntos de
interesse para o SPORT LISBOA E BENFICA, por iniciativa do seu Presidente, a
pedido da Direcção ou do Conselho Fiscal.
Artigo 70º
Competências
1. As competências do Plenário dos Órgãos Sociais são, nomeadamente, as
seguintes:
a) Apreciar as propostas de revisão, total ou parcial, dos estatutos a
submeter à Assembleia Geral;
b) Dar parecer sobre quaisquer assuntos de interesse para o Clube, a
solicitação do Presidente da Mesa da Assembleia Geral, da Direcção
e do Conselho Fiscal;  c) Apresentar sugestões à Direcção e ao Conselho Fiscal sobre
questões relevantes da actividade do Clube;
d) Apreciar as propostas para concessão de distinções honoríficas;
e) Apreciar os recursos dos sócios nos termos da alínea b) do nº 1 do
Artigo 31º;
f) Dar cumprimento às atribuições estatutárias que  lhe são
expressamente cometidas;
g) Pronunciar-se sobre a criação ou extinção de modalidades
desportivas;
h) Pronunciar-se sobre a dissolução do SPORT LISBOA E BENFICA,
nos termos do Artigo 79º.
2. Na apreciação dos recursos previstos na alínea e)  do nº 1, os membros da
Direcção participam na reunião sem direito a voto.
SECÇÃO III – Conselho Estratégico
Artigo 71º
Atribuições e modo de funcionamento
1. O Presidente da Direcção tem a faculdade de, por sua iniciativa, criar e extinguir
o Conselho Estratégico, de natureza meramente consultiva, com vista a recolher
aconselhamento na definição de estratégias a seguir para o desenvolvimento a
médio e longo prazo das actividades do SPORT LISBOA E BENFICA.
2. O Presidente da Direcção presidirá às reuniões do Conselho Estratégico que
convocará quando entenda conveniente, fixando a respectiva ordem de trabalhos.
Artigo 72º
Constituição e extinção
1. O Conselho Estratégico será constituído por um número máximo de vinte sócios
efectivos, nomeados pelo Presidente da Direcção.
2. Os membros dos órgãos sociais do Clube e os membros dos órgãos sociais das
sociedades participadas pelo SPORT LISBOA E BENFICA podem integrar o
Conselho Estratégico.
3. Na criação do Conselho Estratégico será fixada data para a sua extinção, a qual
não poderá ultrapassar o fim do mandato do Presidente da Direcção que o criou.  4. Os membros do Conselho Estratégico não serão remunerados pelas
actividades nele desenvolvidas.
CAPÍTULO VIII – FILIAIS, CASAS DO BENFICA E DELEGAÇÕES
Artigo 73º
Definições
1. O SPORT LISBOA E BENFICA pode aceitar ou patrocinar a constituição de
Filiais, Casas do Benfica e Delegações, sob proposta e responsabilidade de
sócios do Clube, desde que cumpridas as condições e formalidades estatutárias e
regulamentares previstas.
2. As entidades previstas no número anterior têm como principal escopo a defesa
intransigente dos interesses do universo do SPORT LISBOA E BENFICA,
procurando com as suas actividades fazer realçar os princípios e valores que o
norteiam, respeitando e fazendo respeitar o seu nome e prestígio, com
observância absoluta dos Estatutos, regulamentos e  demais deliberações dos
órgãos competentes do Clube.
Artigo 74º
Condições
1. Sem prejuízo do estatuído no nº 2 do artigo anterior são ainda exigidas as
seguintes condições:
a)  As FILIAIS têm de desenvolver as suas actividades em conformidade
com os fins do Clube, obrigando-se a usar os mesmos símbolos e
designação, podendo apenas substituir a palavra “Lisboa” pelo nome
da localidade onde tenham a sede;
b)  As CASAS DO BENFICA têm como principal actividade a promoção
de são convívio cultural, social e desportivo entre sócios e
simpatizantes do Clube, obedecendo às directivas e  determinações
dos órgãos competentes do Clube;
c) As DELEGAÇÔES, apesar da sua independência jurídica e
associativa, obrigam-se a indicar na sua própria designação o título
“Delegação do Sport Lisboa e Benfica” bem como o número que lhes
foi atribuído.
2. Os membros dos órgãos sociais das entidades supra referidas deverão,
preferencialmente, ser sócios do SPORT LISBOA E BENFICA, sendo obrigatória esta qualidade com pelo menos um ano de associado para os membros que
exerçam a presidência dos referidos órgãos.
3. Aos membros dos órgãos sociais referidos no número anterior aplica-se, com
as necessárias adaptações, o estatuído no Artigo 44º, números 2 e 3 dos
presentes Estatutos, cessando ainda as incompatibilidades se as actividades
forem desenvolvidas em clubes, associações ou quaisquer outras entidades de
exclusivo cariz local ou regional.
Artigo 75º
Infracções
As Filiais, Casas do Benfica e Delegações estão sujeitas à acção disciplinar do
SPORT LISBOA E BENFICA, constituindo infracção punível quando:
a) Desvirtuem com a sua actividade os fins para que foram criadas;
b) Desrespeitem os estatutos, regulamentos internos do Clube e
deliberações dos órgãos sociais;
c) Injuriem, difamem e ofendam os órgãos sociais do Clube ou qualquer
dos seus membros, durante ou por causa do exercício das suas
funções;
d) Atentem contra, prejudiquem ou por qualquer outra forma impeçam o
normal e legítimo exercício de funções dos órgãos sociais do Clube;
e) Desprestigiem por qualquer meio o SPORT LISBOA E BENFICA.
Artigo 76º
Sanções
As entidades referidas no presente Capítulo pelo cometimento de qualquer das
infracções referidas nos artigos anteriores, em conformidade com a gravidade das
faltas, serão objecto das sanções seguintes:
a) Repreensão simples;
b) Repreensão registada;
c) Suspensão temporária;
d) Exclusão com encerramento.
  Artigo 77º
Competência para aplicação de sanções
1. A aplicação das sanções previstas no artigo anterior é da competência da
Direcção do SPORT LISBOA E BENFICA.
2. As sanções aplicadas nos termos das alíneas b), c)  e d) do Artigo 76º são,
obrigatoriamente, precedidas de processo de inquérito cujas conclusões
determinam a medida da punição, sendo passíveis de recurso para o Plenário dos
Órgãos Sociais.
3. Os recursos, a apresentar no prazo de trinta dias a contar da notificação da
aplicação das sanções, têm efeitos meramente devolutivos, excepto os da
exclusão com encerramento que têm efeitos suspensivos.
4. Na apreciação dos recursos pelo Plenário dos Órgãos Sociais, os membros da
Direcção participam nas respectivas reuniões sem direito a voto.
Artigo 78º
Aceitação, instituição e patrocínio
Sem prejuízo do estatuído no artigo anterior, é da  competência da Direcção do
SPORT LISBOA E BENFICA toda a matéria relativa às Filiais, Casas do Benfica e
Delegações, nomeadamente a aceitação, instituição e patrocínio.
CAPÍTULO IX – EXTINÇÃO DO CLUBE
Artigo 79º
Motivos, deliberações e reconstituição
1. O SPORT LISBOA E BENFICA só poderá ser dissolvido por motivos muito
graves e de todo insuperáveis que tornem impossível a realização dos seus fins.
2. A dissolução só poderá ser votada em reunião da Assembleia Geral
expressamente convocada para o efeito, sendo apenas concedida eficácia à
deliberação de dissolução se esta recolher aprovação de  quatro quintos dos votos
de todos os associados, estatutariamente considerados, e nela conste o destino a
dar aos valores do Clube.  3. Se a deliberação que votar a dissolução do clube vier a ser impugnada em
juízo, a sua execução ficará suspensa até que a respectiva decisão judicial
transite em julgado.
4. Sendo dissolvido o SPORT LISBOA E BENFICA, os seus  troféus, prémios,
recordações, registos, livros, arquivos e demais património desportivo, cultural e
histórico serão entregues à guarda da Câmara Municipal de Lisboa que se
constitui fiel depositária, mediante auto do qual constará a expressa proibição da
sua alienação e ainda a obrigação de serem restituídos ao SPORT LISBOA E
BENFICA, se este se reconstituir.
5. A reconstituição referida no número anterior só terá lugar se garantida a
idoneidade das pessoas que a integrem e se observados os fins e tradições que
são apanágio do Clube na sua gloriosa história e longa vivência, as quais terão de
ser salvaguardadas para honra e glória dos benfiquistas e do desporto português.
CAPÍTULO X – REVISÃO ESTATUTÁRIA
Artigo 80º
Prazo
1. A Assembleia Geral pode rever os Estatutos decorridos que sejam quatro anos
sobre a data da última publicação, salvo se prazo mais curto resultar de imperativo
legal.
2.  A Assembleia Geral pode, no entanto, proceder de modo extraordinário à
revisão dos Estatutos desde que reúna pelo menos a maioria dos sócios efectivos
com capacidade estatutária de votação.
Artigo 81º
Procedimentos para alterações
1. Os Estatutos para serem alterados exigem a convocação da Assembleia Geral
extraordinária, tendo como ponto único da ordem de  trabalhos a admissão das
propostas de alterações, devidamente fundamentadas, admitindo-se propostas de
metodologia para discussão e aprovação das mesmas.
2. No caso das propostas serem admitidas, o Presidente da Mesa da Assembleia
Geral fica obrigado a marcar a reunião da Assembleia Geral em prazo não inferior
a trinta nem superior a sessenta dias, para debate e aprovação das alterações.
3. As deliberações para aprovação das alterações estatutárias, previstas no
número anterior, somente são válidas se recolherem pelo menos três quartos dos votos dos associados presentes na reunião, excepto as alterações aos números 2
e 3 do Artigo 4º que carecem da aprovação de quatro quintos.
Artigo 82º
Inserções de alterações e publicação
1. As alterações dos Estatutos serão inseridas no lugar próprio, mediante as
substituições, as supressões e os aditamentos necessários.
2. A Direcção procederá às diligências necessárias, como sejam, nomeadamente,
escrituras e registos das novas alterações, devendo publicar os Estatutos revistos
na sua totalidade.
Artigo 83º
Limites das revisões
As revisões estatutárias terão de respeitar:
a) A não discriminação dos sócios em razão da raça, género, sexo,
ascendência, língua, nacionalidade ou território de origem, condição
económica e social e convicções políticas, ideológicas e religiosas;
b) Os símbolos do Clube;
c)  A interdição de actividades de carácter político-partidário e de
proselitismo religioso;
d) A natureza eclética do Clube.
CAPÍTULO XI – DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS
Artigo 84º
Sócios correspondentes, auxiliares e atletas
1. Os actuais “sócios correspondentes nacionais” terão de fazer prova do seu
domicílio fiscal, competindo à Direcção fixar o prazo e os termos em que a mesma
se efectuará.
2. Os “sócios menores”, enquadrados na categoria de sócios auxiliares, passam a
designar-se “sócios juvenis”, integrando a mesma categoria com os direitos e
obrigações daqueles.  3. Os “sócios atletas” deixam de constituir uma subcategoria da categoria de
sócios auxiliares integrando a nova categoria de sócios com a mesma designação,
com os correspondentes direitos e obrigações.
Artigo 85º
Distinções honoríficas
1. A distinção honorífica “Águia de Cobre” passa a designar-se “Águia de Bronze”
mantendo os galardoados com a primitiva distinção os mesmos direitos e
prerrogativas dos concedidos aos galardoados com a nova distinção.
2. É extinta a distinção honorífica “Medalha de Prata”, gozando os agraciados com
esta distinção de todos os direitos e prerrogativas que este galardão lhe concede.
3. A distinção honorífica “Medalha de mérito social e desportivo” passa a designarse “Medalha de mérito e dedicação”, a cujos agraciados são concedidos os
mesmos direitos e prerrogativas.
4. Aos sócios já agraciados com o “Anel de Platina” é-lhes aplicado o disposto na
parte final do nº 2 do Artigo 24º, dos presentes Estatutos.
Artigo 86º
Regalias conferidas por preceito legal
É mantida a regalia conferida pelo § 1 do nº 10 do  artigo 17º dos Estatutos
aprovados por despacho do Subsecretário de Estado da Educação Nacional de 8
de Setembro de 1948 aos sócios honorários, beneméritos e de mérito que, na data
do início da vigência destes Estatutos, dela beneficiem.
Artigo 87º
Sanções definitivas
As infracções disciplinares previstas e puníveis por anteriores regras estatutárias
cujas sanções daí resultantes se tornaram definitivas, mantêm a mesma forma e
efeitos.
Artigo 88º
Duração de mandato dos actuais órgãos sociais
O mandato dos membros dos actuais órgãos sociais, eleitos em 3 de Julho de
2009, termina em Outubro de 2012, data em que, estatutariamente, são eleitos e
proclamados novos órgãos sociais.  Artigo 89º
Prazo para aprovação de Regulamentos
Os regulamentos previstos nos presentes Estatutos terão de ser elaborados e
aprovados no prazo de um ano a contar da respectiva publicação, salvo se outro
prazo não se achar especificamente previsto.
Artigo 90º
Início de vigência dos Estatutos, excepções e outorga de escritura
1. Os presentes Estatutos, aprovados na reunião da Assembleia Geral
extraordinária de trinta de Abril de dois mil e dez, passam a constituir a lei
fundamental do Clube e revogam os anteriormente aprovados nas reuniões da
Assembleia Geral realizadas no ano de mil novecentos e noventa e seis e, bem
assim, todas as disposições regulamentares, entrando em vigor na data da
outorga da escritura respectiva, sem prejuízo do disposto do nº 3 do Artigo 168º do
Código Civil e das excepções constantes dos números 2 e 3 seguintes.
2. Os Artigos 80º e 81º nºs. 1 e 2 dos presentes Estatutos só entram em vigor
passados dois anos a contar da sua publicação, passando também a aplicar-se os
prazos neles previstos na data da respectiva vigência.
3. As normas relativas à composição e funcionamento dos órgãos sociais só
produzirão totais efeitos desde que não contrariem  as disposições estatutárias
reguladoras da matéria constantes dos Estatutos ora revogados, sendo de
aplicação plena a partir da primeira eleição de novos órgãos sociais.
4. A Direcção deve lavrar a escritura referida no número 1 no prazo de trinta dias
sobre a deliberação de aprovação dos presentes Estatutos.

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